O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão de 942 pessoas detidas nos atos antidemocráticos em Brasília do último dia 8 de janeiro. As prisões em flagrante foram convertidas em preventiva.
Entre eles, estão pelo menos dois francanos, que permanecem com seus nomes na lista de presos. Um deles é o empresário Douglas Ramos de Souza, de 41 anos, que foi o primeiro francano a ser identificado publicamente, e que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda.
Também a francana Shara Silvano Silva, de 23 anos, permanece na Penitenciária Feminina do Distrito Federal conhecida como Colmeia. A jovem foi presa em flagrante no Distrito Federal e chegou a ter um pedido de habeas corpus negado.
Sobre os que tiveram a prisão convertida, o ministro avaliou que "houve flagrante afronta à manutenção do Estado democrático de Direito, em evidente descompasso com a garantia da liberdade de expressão".
Outras 464 pessoas foram liberadas anteriormente mediante aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, por exemplo. Entre eles estão outros dois francanos: Tadeu Ribeiro dos Santos, de 42 anos, e Paulo Firmo Cintra, de 57 anos.
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