ENSINO

Volta às aulas movimenta vendas em papelarias; Procon orienta pesquisar

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Pais e alunos durante compras de materiais escolares
Pais e alunos durante compras de materiais escolares

Começo de ano sempre gera várias preocupações como o pagamento de contas e despesas iniciais, entre elas a compra dos materiais escolares. A procura pelos produtos já aquece o setor de papelarias com as vendas.

Em uma papelaria na região Central de Franca, que está no ramo há mais de 20 anos, a responsável relata que o movimento na loja está atingindo as expectativas nas vésperas de volta às aulas. Na maioria das escolas e universidades, o retorno está previsto para o começo de fevereiro.

“Está sendo muito bom, movimento bom, e deve aumentar progressivamente conforme vai chegando o retorno das aulas”, disse a responsável.

Segundo ela, o reajuste nos preços, dependendo de alguns produtos, pode chegar entre 10 a 15%, mas não necessariamente todos aumentaram.

A professora Alessandra Filipni Coelho, de 44 anos, organizou uma pré-lista de compras de materiais escolares para a filha de seis anos, que está no segundo ano da escola. Antes da lista oficial ser divulgada pela escola da filha, nesta quinta-feira ela já comprava alguns materiais.

“A diferença está grande, caderno que eu paguei R$ 17 e 18, está R$ 21,00, pra mim bem puxado”, disse Alessandra. Ela relata que, como não tem abono escolar, a compra dos materiais escolares acaba pesando no orçamento.

Já o seu filho, Renato Filipini Coelho, 16 anos, estudante do último ano do ensino médio, diz que “os valores estão dentro do orçamento”, já que usa poucos objetos. “Comprei fichário, caneta e lápis, mas o básico mesmo. Este ano promete, acabar a escola logo”, disse o jovem, que pretender fazer a graduação em Análise de Desenvolvimento de Sistemas.

Para a universitária Júlia Simoneti, de 19 anos, que também comprava os materiais escolares, houve diferença nos preços. “Do ano passado pra cá aumentou”, disse a jovem. Ela não chegou a pesquisar em mais de um lugar, foi direto em uma papelaria, mas observou um reajuste.

Procon-SP orienta durante as compras
Segundo o Procon, as diferenças de preços podem chegar a um aumento muito significativo de até 262% de reajuste.

O órgão orienta que os compradores, antes de ir às compras, verifiquem quais os produtos da lista de material. Assim, o consumidor já possui em casa condições para evitar gastos desnecessários.

Os consumidores também devem perguntar aos estabelecimentos se há descontos para grande quantidade, sendo às vezes uma boa solução no valor final.

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