URBANISMO

Estudo deve definir programa de expansão de Franca na bacia do rio Canoas

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Dirceu Garcia/GCN
Área de proteção do rio Canoas, na zona urbana de Franca
Área de proteção do rio Canoas, na zona urbana de Franca

Um estudo da área que compreende a Bacia do Rio Canoas deverá nortear a Prefeitura de Franca nas futuras decisões de expansão da cidade para aquela região que compreende a zona Leste do município.

A administração municipal abriu processo de contratação de uma empresa especializada para elaboração do plano integrado de desenvolvimento e proteção da área de manancial. O edital, com dispensa de licitação, foi publicado no site da Prefeitura, nesta terça-feira, 11, com o valor de R$ 458 mil. A contratada foi a Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Cienctífico e Tecnológico (FAI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O programa busca reunir os aspectos físicos de toda a área (biodiversidade); socioeconômicos; infraestrutura, ambientais, jurídicos, recursos hídricos e aspecto uso do solo urbano, envolvendo dados sobre o zoneamento e perímetro urbano, área urbana e expansão, localização das principais atividades urbanas, malha viária e rodoviária, parcelamento do solo, áreas verdes, loteamentos e condomínios.

“A partir da caracterização da situação atual da porção do Rio Canoas, localizada no município de Franca, deverá ser realizado a análise sobre os pontos vulneráveis da região. Essa análise deverá incluir a situação hidrológica da bacia, considerando os usos prioritários, a disponibilidade hídrica e o balanço hídrico. Assim como o ordenamento territorial e os vetores de expansão urbana, a infraestrutura sanitária, as áreas protegidas e a qualidade da água”, disse Rui Engrácia Caluz, secretário de Meio Ambiente.

“O objetivo dessa atividade é apontar as áreas vulneráveis da bacia, que permita identificar a priorização das ações de proteção e recuperação das áreas do manancial de interesse para o abastecimento do município”, acrescentou.

A extensa área daquela região do município está catalogada como parte do Aquífero Guarani, manancial de água doce, e os indicadores resultantes do estudo nortearão a gestão pública municipal nas futuras decisões sobre a expansão imobiliária naquela área.

Em 2021, o tema de expansão urbana e ocupação daquela área do município foi discutida na Câmara Municipal, com um grupo de vereadores e representantes da Associação de Loteadores e Empreendedores de Franca.

Atualmente, nada pode ser construído na área de proteção do rio Canoas que se inicia nos fundos dos hospitais do Coração e do Câncer, campus da Unesp, indo até a divisa com Minas Gerais.

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Comentários

2 Comentários

  • Darsio 11/01/2023
    Em palavras mais simples, pode-se dizer que esse estudo atende aos interesses dos grupos imobiliários. Afinal, que importância tem a garantia de água para o abastecimento da população diante dos lucros das imobiliárias? Acima da vida, da natureza e de Deus estão os lucros!!!
  • José Roberto 11/01/2023
    Depois se faltar água não reclama! Pede para Associação de Loteadores dar água para você. Tem muito terreno vazio em regiões mais centrais. Prédios vazios. Uma cidade inteligente é compacta. Quanto mais crescer horizontalmente a cidade, mais esgoto, mais ônibus, mais iluminação pública para levar. Além das distâncias da cidade aumentar e gerar mais trânsito. Parabéns aos envolvidos.