Os MEIs (Microempreendedores Individuais), muitas vezes, são uma porta de entrada para pessoas que abrem os seus próprios negócios ou trabalham de forma legal individualmente.
Em Franca, o balanço da prefeitura aponta que o crescimento vem acontecendo a cada ano. Em 2021, houve um aumento de 4.181 novos MEIs. Em 2022, mais 3.750 microempreendedores individuais foram abertos, totalizando 33.462 na cidade.
As atividades que mais se destacaram foram as ligadas ao setor comercial, entre elas, o comércio varejista de artigos de vestuário e calçados, cabeleireiros, promoção de vendas, obras de alvenaria e acabamento de calçados em couro.
Com ímpeto de vendedor na adolescência, o jovem Júlio Pereira Gomes, de 21 anos, começou vendendo peças de roupas para os amigos e conhecidos aos poucos. Com o tempo, o rapaz foi fidelizando os clientes e a necessidade de um espaço para expor os produtos a atender os clientes se tornou realidade.
“A maior dificuldade foi no começo, onde eu não tinha dinheiro para comprar mercadoria. Muitas vezes eu recebia antes dos clientes para fazer pedido de algumas peças”, lembra Júlio.
O jovem empreendedor juntou R$ 1 mil na época e foi como sacoleiro em São Paulo buscar as novidades de peças de roupas e camisas voltadas para o público masculino, mais especificamente, para adolescentes e jovens adultos.
“No começo também ouvi que não ia dar certo e que ter comércio é muita despesa. Mesmo assim fui buscar meu sonho e hoje graças a Deus o realizei e posso ajudar minha família”, comentou Júlio, satisfeito de ser o dono do seu próprio negócio.
Há cerca de dois anos, o jovem abriu o MEI e hoje conta com uma loja na área Central para atender os seus clientes.
Outra área que tem crescido nos registros de aberturas de MEIs é o de cabelereiros e barbearias.
Há cinco anos trabalhando com corte de cabelo, Hugo Cesar Pires, de 25 anos, buscou se profissionalizar. “Na realidade eu abri o MEI para ter a minha empresa e ficar certo, dentro das normas, ter os direitos que o MEI fornece, além de tornar o meu trabalho profissional”, disse Hugo.
Ele relata que pagando as taxas de um salário mensalmente, pode solicitar um beneficio da previdência social, caso tenha algum imprevisto que o impossibilite de trabalhar.
“Eu procurei um contador e abri, já faz cinco anos que trabalho com corte e um ano e meio que eu me tornei MEI”, acrescentou Hugo.
O jovem também foi aos poucos montando o seu salão. Antes, atendia nos fundos de casa de forma amadora. Agora conta com um ambiente na frente do imóvel adaptado, com materiais profissionais de cabelereiros e uma fachada de identificação do salão. Além disso, Hugo ganha a vida com o corte de cabelo, sua única fonte de renda.
Abertura do MEI
A Sala do Empreendedor possui atendimento especial, voltado às orientações para a formalização de microempreendedores individuais, suporte para a obtenção de inscrição municipal, viabilidade, licenciamento de empresas, cursos e orientações em gestão, microcrédito, declaração anual de rendimentos do MEI e a emissão de notas fiscais de serviços eletrônica.
O funcionamento do espaço é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h, no térreo do prédio da Prefeitura.
Mais informações sobre os serviços ofertados poderão ser obtidas pelo telefone(16) 3721-4669 - atendimento via WhatsApp ou ou pelo e-mail saladoempreendedor@franca.sp.gov.br.
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Comentários
1 Comentários
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Darsio 16/01/2023Essa ideia de sucesso no empreendedorismo não é algo que se aplica na maioria dos casos. Foi sim uma estratégia utilizada na reforma trabalhista do Temer para baratear a mão de obra, simplesmente tirando direitos e qualquer proteção previdenciária, assim como atender os interesses bancários com a venda de planos previdenciários privados. Muitas pessoas entraram nessa história e, em momento algum perceberam melhora nas condições de vida. Cabeleireiro é uma profissão que tende a se deparar com um mercado mais que saturado. Pespontadores que trabalham por conta própria vivem no dilema de que hoje possuem muito serviço e, de-repente na semana seguinte está sem serviço. Isso sem deixar de mencionar que, a cidade está deixando de ser um grande polo calçadista. Entregadores, sob pressão, colocam suas vidas em risco e, quando suas motos apresentam problemas, tem de arcar com todo o custo e, ficar sem dinheiro durante os dias parados. Não possuem dia de descanso, férias remuneradas e tantos outros elementos que lhes dariam maior segurança. Muitos acham ser chic dizer que são empreendedores, mas dinheiro no bolso que é bom mesmo, já é uma outra história em muitos casos. Agora, se acham que eu exagero me respondam por qual motivo as expectativas do comércio foram um fiasco na Black Friday e nas festas de fim de ano. Simplesmente porque imensa parcela da população não possui poder de compra, devido não somente a inflação, mas também a baixa remuneração.