Três anos se passaram e o mundo segue travando uma guerra contra o coronavírus. Apesar das conquistas alcançadas, principalmente após o início da vacinação em massa, Franca registrou 44.723 casos em 2022 - tornando-se o ano com o maior número de contaminações pelo vírus. No total, são 90.561 casos.
O primeiro caso da doença foi registrado em março de 2020 na cidade. Ao longo de todo 2020 e 2021, no acumulado, a Vigilância Epidemiológica contabilizou 45.838. Número este que Franca tecnicamente empatou apenas neste ano.
"Quando comparado com os anos de 2020 e 2021, o ano de 2022, com exceção dos primeiros três meses do ano, houve uma estabilidade da covid-19, com a diminuição gradativa dos casos positivos", aponta a secretária Municipal de Saúde, Waléria Mascarenhas.
A comparação feita pela chefe da pasta está correta. No entanto, a curva de casos voltou a subir em setembro. Segundo o boletim epidemiológico, entre os dias 17 e 23 daquele mês, por exemplo, Franca registrou 75 contaminações. Número muito menor que os 1.045 casos contabilizados entre os dias 10 e 16 de dezembro.
Mortes
Apesar da crescente nas contaminações, as pessoas estão tendo sintomas mais leves. Prova disso, é que houve "apenas" quatro mortes nos últimos três meses.
Nos últimos dois anos, em 2020 e 2021, Franca perdeu 1.049 pessoas para a covid. Já em 2022, foram 179 vidas perdidas, totalizando 1.228.
Vacinação
A queda de mortes é resultado do avanço da vacinação. Segundo o Vacina Já, site do Governo do Estado de São Paulo, foram aplicadas 880.078 doses de imunizantes contra a covid-19 em Franca. Ao todo, 327.265 pessoas iniciaram o esquema vacinal - ou seja, tomaram, pelo menos, a primeira dose.
Agora, o desafio é "convencer" as pessoas a terminarem o esquema vacinal, sendo que cerca de 15% não completaram. "Entre os desafios para que as pessoas completem o esquema vacinal, está as desinformações que surgiram no início da pandemia".
Estrutura
Em meio ao caos proporcionado pela pandemia, em muitos momentos a falta de estrutura na rede pública de saúde foi pauta, principalmente pela necessidade de leitos enfermaria e UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Para Waléria, a Saúde termina 2022 melhor estruturada para atender a população em possíveis novas ondas da doença.
"O Sistema de Saúde, principalmente, a rede de urgência e emergência, encontra-se mais robusta, com estrutura física, equipamentos, medicamentos, testagem e profissionais, aptos a atender à população de forma humanizada e resolutiva", finaliza a secretária.
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Comentários
1 Comentários
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Juju 02/01/2023A culpa é do Lula