SEM HIGIENE

Polícia Ambiental e Vigilância interditam fábrica irregular de bebidas no Ipanema

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Kaique Castro/GCN
Movimentação policial em frente à fábrica
Movimentação policial em frente à fábrica

A Polícia Ambiental e a Vigilância Sanitária de Franca interditaram três fábricas de ração, borracha e bebidas na manhã desta quinta-feira, 22, por uma série de irregularidades. As fábricas funcionam em uma chácara na rua Miguel Lourenço de Oliveira, no Jardim Ipanema, zona Norte de Franca.

O local já é conhecido da Vigilância Sanitária que, em 2017, realizou uma operação contra a fábrica de bebidas. Desta vez, outras denúncias apontavam que o estabelecimento estava sem condições sanitárias, além de ter produtos falsificados.

Durante a manhã desta quinta-feira, as equipes foram até a chácara e constaram que na fábrica de bebidas eram envasados cachaça e vinho. Vários rótulos de marcas de bebidas e vasilhames foram encontrados.

O proprietário informou que compra a cachaça de um fornecedor e envasa em sua embalagem. O local estava sem documentação atualizada. O dono chegou a apresentar um alvará que está vencido desde outubro. Pela insalubridade e falta de documentação, o local foi interditado.

“Não há indícios de falsificação, mas ele está irregular. Os problemas dele são administrativos com a Vigilância Sanitária, não há crime ambiental”, disse o capitão da Polícia Ambiental Deivid Gabriel.

A empresa de borracha também foi interditada pela Vigilância por insalubridade e risco de segurança. O barracão estava com os fios expostos, extintores vencidos e máquinas sem acessórios de segurança.

Na fábrica de ração, os militares encontraram carcaças e peles de animais sendo descartadas irregularmente. Com isso, um boletim de ocorrência foi registrado e o proprietário poderá responder pelo crime de poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.

“Essas carcaças geram cheiros e os vizinhos estavam reclamando. Como o descarte está irregular, ele poderá responder pelo crime ambiental do artigo 60, mas vamos apresentar isso via oficio. Com o boletim de ocorrência”, finalizou o capitão.

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