O dia 9 de dezembro para Roseli Aparecida Domeneghetti é um dia de muito sofrimento e saudade. Neste dia, há três anos seu filho Igor Domeneghetti morreu após ser atingido por uma trave na Escola Municipal "Amélio de Paula Coelho", em Cristais Paulista. O caso está na Justiça, mas desde o dia do acidente até hoje, ninguém foi responsabilizado pelo acidente.
Segundo Roseli, relembrar o dia do acidente ainda lhe traz muita dor. Então, ela deixou o caso nas mãos de seus advogados, que entraram contra o Estado de São Paulo e o município de Cristais Paulista, já que a escola era compartilhada.
“Agora, dia 9 de dezembro, fez três anos (da morte). Não é fácil. Deus que nos dá forças para continuar. Quero somente justiça, para que essa falta de responsabilidade e negligência não aconteça mais em escolas. Escola é um lugar para nossos filhos estarem em segurança. E não para perder a vida”.
Roseli acredita que os diretores da escola, secretário de Educação e os professores são os responsáveis por terem mantido a trave na quadra da escola, além da Prefeitura que não teria fiscalizado o local.
“Creio que a justiça vai ser feita. Se não for pelos homens, será pela (justiça) de Deus. Eu creio que o pessoal da escola seja responsável. Era obrigação deles olharem os defeitos da escola. A Prefeitura também (tem culpa). Eles não fizeram nada, não responsabilizaram ninguém, não tomaram nenhuma atitude”, continuou Roseli.
Um mês depois da morte de Igor, a Polícia Civil, junto ao Instituto de Criminalística, emitiu o laudo da Perícia que apontou que a trave que atingiu o garoto estava em péssimo estado e sem condições de uso, portanto, não deveria estar sendo usada pelos alunos.
Segundo a advogada da mãe do garoto, Ana Flávia Chicaroni, o processo está em andamento, na fase de arrolamento de testemunhas para a instrução processual. “Trata-se de um caso complexo que, envolve perícia, dois requeridos, então, o trâmite processual é maior”.
Em nota, a Prefeitura de Cristais Paulista lamentou novamente o ocorrido e disse que aguarda a decisão judicial. “Nunca será superado por todos que acompanharam de perto, tampouco pelos familiares e amigos. A Prefeitura de Cristais Paulista reitera que segue à disposição da família com todo o suporte possível”, diz a nota.
A fatalidade
No dia do acidente, Igor participava com outros alunos de uma atividade de educação física. Era o último dia de aula.
Após o acidente, o menino foi levado com urgência para a Santa Casa de Franca, mas não resistiu e teve a morte por trauma crânio-encefálico registrada.
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