MULHERES

'Caminhada pelo fim da violência contra mulheres e meninas' marca domingo em Franca

Por Gabriel Garcia | Especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Grupo Mulheres do Brasil em caminhada de anos anteriores
Grupo Mulheres do Brasil em caminhada de anos anteriores

Este domingo, 4 de dezembro, deve ser marcado pela 'Caminhada pelo fim da violência contra mulheres e meninas' em Franca. A ação está marcada para começar às 9 horas, no estacionamento do Parque Fernando Costa". Promovida pelo Grupo Mulheres do Brasil em diversas cidades do país, a caminhada tem como objetivo chamar a atenção de toda a sociedade para o combate a todas as formas de violência contra mulheres.

“Situações de agressões são casos muito graves, porque além da integridade física, causa muitos transtornos psíquicos e sociais. É sempre algo muito grave”, disse Juliana Moura, psicóloga e coordenadora do CRAM (Centro de Referência de Atendimento a Mulher).

Somente neste ano foram realizados mais de 600 atendimentos pelo CRAM, disse Juliana. A sede da instituição fica anexa à Delegacia da Mulher, que também registrou números que representam o tamanho do problema social em Franca. Foram 2066 ocorrências registradas na DDM, de janeiro a novembro deste ano. Do total, foram 490 de lesões corporais, 658 de ameaças, 155 vias de fato, 44 perseguições, 82 estupros e 124 injúrias.

“Os casos mais comuns que atendemos no CRAM são de violência doméstica, sofrida pelas mulheres dos seus maridos ou companheiros”, explica a psicóloga. “Em seguida, os casos mais numerosos são de mães que sofrem violência dos filhos, nesses casos, grande parte deles são indivíduos que fazem uso de algum tipo de droga”, finaliza.

“A ação faz parte dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres e meninas, uma ação organizada pela ONU”, explica Camila Pizzo, colunista, integrante do grupo.

“Um evento de muita conscientização porque, infelizmente, o número de feminicídios, de violência contra mulheres e meninas só vem crescendo. É nossa obrigação participar, nos conscientizar, meter a colher!”, finalizou Camila.

O grupo pede que as pessoas que forem participar da caminhada usem roupas de cor laranja, que marca o ato.

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Comentários

3 Comentários

  • José 04/12/2022
    Mas existe uma forma muito mais eficaz de resolver isso do que essas passeatas. Primeiro educar desde a escola, que ninguém muda ninguém quando a outra parte não quer, os pais ensinarem as filhas que se relacionar com bandido ou homem violento não vai levar a lugar nenhum, a mesma coisa serve para os homens. Muitas pessoas de ambos os sexos ainda têm o costume e a ideia de que podem fazer a pessoa mudar, mas 99%das vezes isso é só sonho mesmo Aí as mulheres casam, o homem piora, dizem não ter para onde ir e tem filhos com esses caras e ficam apanhando até morrer, ou largam e os animais ficam perseguindo elas até elas morrerem. Isso acontece com homens também, que se relacionam com algumas mulheres, muitas vezes por que o sexo é fácil ou só porque ela é bonita e cham atenção, e o cara se ferra no final. Então assim hoje o que é mais mostrado é a situação das mulheres, que realmente precisa acabar, mas ainda que em menor escala, isso acontece com homens também. Deveria existir algo desde o fundamental que ensinasse as crianças a não aceitar esse tipo de situação, e consequentemente desde a comprovação da violência ou perseguição, a prisão dos perseguidores ou agressores. E também um tratamento psicológico para ver se existe uma cura para essa agressividade. Pois conheço um caso em que tudo que o cara fazia era reflexo do que ele via os pais fazendo, que realmente era invertido, a mãe que agredia o pai a ponto de mandar para o hospital.
  • Darsio 04/12/2022
    Olha só a grande diferença. Em frente ao PODEROSÍSSIMO Tiro de Guerra, os patriaotários nos provocam incontestáveis gargalhadas e, esse movimento das mulheres nos fazem aplaudi-lo de pé. Vamos aderir a esse movimento e, dizer não aos machistas que veem as mulheres como objetos para uso, abuso e descarte. Para esses crápulas, cadeia é pouco.
  • Paula 03/12/2022
    Parabéns...todas contra violencia????