O prefeito Alexandre Ferreira (MDB), disse em entrevista especial de aniversário da cidade, que completa 198 anos nesta segunda-feira, 28, que Franca está com "as portas abertas para o crescimento". Alexandre estima que o novo hospital estadual deverá gerar de 1.800 a 2 mil novos empregos na cidade. “Vamos contratar gente daqui”.
O Chefe do Executivo acredita que os recursos externos, do governo estadual e federal, são importantes para o município, que conta com baixa capacidade de investimento, apesar de o orçamento estimado de 2023 ser de R$ 1,3 bilhão.
O prefeito disse que está costurando um relacionamento com o governador eleito, Tarcísio de Freitas (REP), através de equipe de transição. Já com Lula (PT), eleito presidente da República, o caminho é o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), por ele já ter sido governador do estado de São Paulo. Alexandre reconhece que a área da saúde é a mais crítica, e que para recapear todas as ruas necessárias na cidade seria necessário um montante de aproximadamente R$ 800 milhões.
Alexandre vê seus últimos dois anos de administração com boas perspectivas com a mudança de governador e presidente. “Como nós dialogamos com Rodrigo Garcia (PSDB) com mais frequência e a gente obteve bons resultados, essa conversa política tem que existir também com o novo governador. Nessa transição, a gente começou a abrir portas para conversas com Tarcísio, em São Paulo, e com o Lula, em Brasília. Temos que saber lidar com ambientes diferentes. Vamos nos esforçar para conversar com todos os lados”.
Em dez meses com Garcia no cargo, Franca conseguiu investimento de quase R$ 300 milhões, sendo R$ 200 milhões com a prometida obra do hospital estadual; R$ 52 milhões para a pavimentação da rodovia Rio Negro e Solimões; R$ 22 milhões para recapeamento; e R$ 1,2 milhão com viatura para o Corpo de Bombeiros.
Apesar de Tarcísio ser mais técnico do que político, Alexandre acredita que ele estará próximo aos municípios. “As prefeituras não têm condições de investir em infraestrutura. Nossa capacidade é de apenas 0,3% da receita, não se consegue fazer. Eu conversei com Tarcísio. Ele disse que vai manter o hospital estadual, vai manter os investimentos. Com o governo federal, vou ter que construir um novo relacionamento. A vantagem é Alckmin, com quem tenho acesso direto”.
Sobre a área de saúde, o prefeito disse que a saída é o planejamento a médio e longo prazos, o que não foi realizado nos governos passados. “A saúde traz desafios sempre, para todos os governos. A gente tem duas possibilidades, de revolver os problemas pontuais com compras de serviços, aparelhos auditivos, compras de consultas, exames e cirurgias. Como fizemos porque estava tudo parado. A outra saída é planejar a construção de mais unidades de saúde como UBSs e UPAs. Já inauguramos três UBSs e vamos construir outras duas ano que vem. Se todos tivessem feito planejamento para o futuro, estaria bem melhor. Também vamos construir um novo NGA (Núcleo de Gestão Assistencial), grande, um espetáculo. Outro aporte será do hospital, que vai terminar com essa história da falta de leitos de internação”.
Outro desafio citado por Alexandre é com relação às licitações para as principais obras planejadas em seu governo. Em algumas não aparecem empresas interessadas. “Nós estamos criando um portfólio apresentando quantas obras nós temos, quanto de dinheiro temos para atrair empresas de fora. Apresentando todos os caminhos para as empresas interessadas nos contatar. Vamos mostrar que temos dinheiro e projeto para realizarmos as obras”.
O prefeito disse que seriam necessários cerca de R$ 800 milhões para recapear as ruas da cidade, mas descarta empréstimo bancário para resolver esse problema, que gera muita reclamação na cidade. “Não vou deixar nada para outro prefeito pagar. Eu tenho condições de conseguir esses recursos. Não adianta receber todo esse montante porque não tenho capacidade operacional. Vamos investindo por etapas”, finalizou Alexandre Ferreira.
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