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Transgênero é eleito para liderança do Centro Acadêmico da Unesp Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo Pessoal
Lê Magalhães, de 19 anos: eleito presidente da coordenadoria geral do Centro Acadêmico da Unesp Franca
Lê Magalhães, de 19 anos: eleito presidente da coordenadoria geral do Centro Acadêmico da Unesp Franca

Lê Magalhães, de 19 anos. Se você estuda na Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Franca possivelmente conhece ou já ouviu falar deste nome. É o primeiro transgênero a ser eleito para presidente da coordenadoria geral do Centro Acadêmico de Direito da universidade.

Segundo Lê, a Coordenadoria Geral é quem representa legalmente o Centro Acadêmico. A repartição também é responsável por orientação às demais coordenadorias do Centro Acadêmico, que é responsável por discutir as movimentações políticas e sociais no campus da Unesp.

Transgêneros já ocuparam ou ocupam outras coordenadorias dentro do Centro. Lê, por exemplo, é coordenador de cultura e eventos da Unesp. Após assumir, o objetivo passou a ser a pasta geral.

Lê é membro da chapa AmarElo – nome que faz alusão ao álbum do rapper Emicida, tratando da construção coletiva, representatividade e proposição. O transmasculino, como prefere ser chamado, montou uma carta-proposta abordando os objetivos para o curso de Direito. Anticapitalismo, antirracismo, a luta do movimento LGBTQIA+, a luta ambiental, anticapacitista e contra a psicofobia são as temáticas abordadas e defendidas.

"A luta contínua pela implementação de cotas nas universidades públicas para pessoas transvestigêneres e a contínua cobrança de uma resposta da reitoria da Unesp sobre o ofício para melhores condições de uso de nome social para pessoas trans na universidade, o qual foi enviado pela última gestão do Centro Acadêmico", ressalta.

As urnas foram fechadas às 21h30 desta quarta-feira, 23. Com 258 votos, a chapa AmarElo foi eleita, e Lê Magalhães foi eleito para presidente da Coordenadoria Geral do Centro Acadêmico da Unesp Franca.

"A partir de agora almejo que possamos ter cada vez mais a população trans nos centros acadêmicos, assim como muitas pessoas de nós já estão nesse espaço da Unesp de Franca", finaliza.

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Comentários

3 Comentários

  • Joy Camilo 25/11/2022
    Que maravilhosoooooo, parabéns Lê ????????
  • José 24/11/2022
    O problema não é ser trans... A opção é de cada um. O problema é qual o tipo de ideologia será utilizada pela pessoa.... Será que vai optar por ofender a polícia e defender bandido ou será que vai defender a tese de que quem compra droga financia diretamente o crime organizado ?
    • PROF 25/11/2022
      policia que apoia ato antidemocrático, Queiroz, Collor , Valdemar e etc são bandidos; na comitiva do bozo levaram 37kg de cocaina; milícia é crime organizado... e ai quem apoia isso mesmo ?
  • Alex 24/11/2022
    Tá certo.