Juraram amor eterno, mas mataram sem nenhuma piedade suas ex-mulheres por não aceitarem o fim do relacionamento. A história de Sandro da Silva Francisco e Leandro Antônio Silva se cruzam. Além do crime bárbaro que cometeram contra Catiussa Cristina Barbosa, 30, e Laisa Cristina de Souza, 35, os dois estão foragidos, com a prisão preventiva decretada, mas suas fugas fazem com que a dor das famílias das mulheres permaneçam até que ambos estejam atrás das grades.
O caso de Catiussa aconteceu em abril de 2019, quando ela caminhava com o novo namorado pela avenida César Martins Pirajá, no Jardim Aeroporto, zona Sul de Franca.
O relacionamento de Catiussa com Sandro durou quase 14 anos, mas depois que eles se separaram, as ameaças começaram. E após ela começar a namorar, Sandro surpreendeu o casal junto com um comparsa em uma moto e desferiu mais de 13 golpes na mulher que ele afirmava para todo mundo não saber viver sem.
"Eu não tenho palavras. É uma injustiça o que ele fez com ela. Uma mulher trabalhadora, que deixou três filhos. Determinada, corria atrás de tudo. A gente quer justiça, porque nada vai trazer ela de volta, mas queremos que a justiça seja feita", disse a mãe da vítima, Regina Cristina do Nascimento.
Regina já ficava com os três netos para a filha trabalhar. Segundo ela, os netos mais velhos evitam falar do assunto, mas que a filha mais nova ainda sente a perda trágica da mãe.
"Com certeza (sinto saudades). As crianças estão bem, graças a Deus. A menor perguntava da mãe, mas, depois de um tempo ela parou de perguntar. De uns tempos pra cá, ela começou a falar novamente, principalmente da saudade. É difícil, né? A única coisa que a gente quer é justiça! Que ele pague pelo que fez, porque ninguém tem o direito de tirar a vida do filho dos outros", continuou Regina.
Sandro é procurado pela Polícia desde a hora do crime, mas nenhuma pista levou à sua localização. O inquérito policial da morte de Catiussa já foi instaurado e enviado ao Ministério Público. Sandro tem a prisão preventiva decretada.
Injustiça e medo
A família de Laisa Cristina, morta em julho deste ano, tem medo do assassino que está livre pelas ruas. Por isso, a identidade da parente da vítima não será divulgada.
Um relacionamento abusivo resume o que a mulher vivia com Leandro. Um homem perigoso, que em 2010 já havia matado outra pessoa.
Os dois viviam juntos há mais de 17 anos, mas depois que Laisa descobriu uma traição, decidiu pôr um fim no relacionamento. Apesar disso, os dois ainda tinham algumas recaídas.
"Ela não saía de casa, a não ser com ele. Ele criou algo na cabeça que não existiu. Achou que ela estava traindo ele, sendo que era o contrário. Se você chegasse na casa dela, ia ver uma pilha de sapatos em volta dela. Só trabalhava", contou a familiar de Laisa.
No dia do crime, segundo a parente de Laisa, ela já estava com um semblante diferente.
"De manhã, eu passei na casa dela e vi ele tirando o carro. Entrei na casa e vi ela sentando no sofá e já estava com um olhar triste. Ele já estava ameaçando ela", continuou a mulher.
Hora depois, Leandro cumpriu a ameaça e disparou várias vezes contra Laisa e fugiu. O assassino estar solto traz o medo para a família.
"O cara está solto, não tem mais nada a perder. Ele matou ela e atirou em outra menina. O que ele tem a perder? Nada. Ele acabou com a família. As crianças, na medida do possível, estão bem, mas arrasadas. Perderam o chão. O último dia dos finados foi difícil. Uma sensação estranha, além do medo dele estar solto", completou.
Leandro fugiu depois do assassinato e também não foi encontrado pelos policiais. Como no caso de Sandro, sua prisão preventiva foi decretada.
Quem tiver informações dos assassinos pode fazer denúncias no 181 (Disque-Denúncia) 197 (Polícia Civil) ou no 190 (Polícia Militar).
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José 14/11/2022Impunidade impera em franca