COP-27

Startup francana expõe projeto de geração de energia solar na conferência da ONU

Por Gabriel Garcia | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Benh Comunicação/Divulgação
Lucas Alonso Rocha, professor doutor em química, um dos criadores da startup
Lucas Alonso Rocha, professor doutor em química, um dos criadores da startup

A startup “NanoBoost”, de ciência e tecnologia, incubada na IMPERA, em Franca, vai apresentar à COP-27 (27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). que está sendo realizada em Sharm El Sheikh, Egito, um projeto para a solução no aumento da eficiência na conversão de energia solar em elétrica. O projeto foi criado por dois professores doutores em química da Universidade de Franca, Eduardo José Nassar e Lucas Alonso Rocha.

O tema da conferência é “Juntos pela Implementação” e busca debater medidas para conter as mudanças climáticas no mundo. Cerca de 90 líderes de estado já confirmaram presença na conferência, inclusive o presidente eleito Lula (PT). A COP-27 começou neste domingo, 6, e vai até o dia 18 de novembro.

A ideia já passou por vários estágios e agora já é válida para ser lançada na conferência. “Na primeira etapa, a NanoBoost foi classificada entre mil ideias e, na segunda fase, ficamos entre as 270. Agora estamos entre os 18 projetos indicados para participar da COP-27”, comemora Eduardo José Nassar.

A NanoBoost participa com uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros e químicos que propõem desenvolver revestimento – com materiais reciclados e nanomateriais que absorvem mais a radiação solar – para painéis fotovoltaicos comerciais e, com isso, aumentar a eficiência da conversão de energia solar.

Eduardo explica que a nanotecnologia implica no desenvolvimento de materiais e componentes muito pequenos, manipulados e controlados para determinadas aplicações. “Os materiais em seu estado ‘comum’ apresentam propriedades previsíveis, entretanto, na escala nano, estes materiais podem apresentar uma série de comportamentos inesperados. Dessa forma, a nanotecnologia pode aumentar a eficiência na produção industrial, trazer melhorias no agronegócio, diminuir o impacto no meio ambiente, aprimorar a produção e distribuição de energia, trazer benefícios em uma vasta área da saúde, dentre outros”, diz.

“A nossa expectativa é muito boa. É um evento mundial para a discussão dos problemas ambientais e, por mais que se falam e se faz, acreditamos que nesta reunião poderão surgir soluções em conjunto para minimizar os efeitos ambientais. Vamos apresentar a nossa solução para contribuir com a ciência. A ideia é conseguir incentivos e investidores para que a nossa ideia se torne realidade em breve”, disse Lucas Alonso Rocha, que no momento representa a NanoBoost no Egito.

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Comentários

1 Comentários

  • Antonio Carlos 09/11/2022
    Caramba, sou um francano com 63 anos e nunca ouvi falar dessa tal Universidade de Franca, do Brejão eu me formei, em todo caso eu sempre desconfiei que se pusessem placas solares nos telhados das nossas igrejas e nos templos evangélicos as nossas preces teriam um pouco mais de energia.