Após o acidente envolvendo uma das balsas e um caminhão bitrem, na última quarta-feira, 26, que quase terminou em tragédia, os prefeitos da região de Delfinópolis e Cássia, no Sul de Minas Gerais, se reuniram para pedir a construção de uma ponte entre as duas cidades.
A reunião, que contou com pelo menos 10 prefeitos de municípios da região de Delfinópolis-MG, aconteceu nesta quinta-feira, 27, na sede da AMEG (Associação dos Municípios da Macrorregião Rio Grande), em Passos-MG.
Os prefeitos vão encaminhar documento ao governador do Estado, Romeu Zema (Novo), e também solicitam uma audiência presencial com o chefe do Executivo daquele Estado. A reivindicação da construção de uma ponte para a travessia naquele trecho sobre o Rio Grande é antiga, inclusive já existe até um projeto da obra com orçamento de R$ 135,2 milhões.
“É uma demanda antiga da nossa região. Estamos reunidos pedindo que olhe com carinho para nossa região. Esperamos que nossa reivindicação seja atendida. Contamos com as lideranças políticas de Minas Gerais para viabilizar esse grande empreendimento que atenderá toda a nossa região”, disse Diego Rodrigo de Oliveira (União), prefeito de Passos/MG.
A prefeita de Delfinópolis (Solidariedade), Suely Lemos, disse que o acidente desta semana confirma a necessidade de uma ponte entre as cidades. “Esse acidente na balsa vem para escancarar que já passou da hora de construir uma ponte. A região é rica no agronegócio, segunda maior produtora de banana e a primeira em soja. O momento da ponte é agora. Não podemos mais ver acidentes como esse acontecerem e ficarmos inertes”, disse.
A região do sudoeste do estado de Minas Gerais tem como rodovia principal a MG-856 para o escoamento de sua produção de soja e bananas. O trecho entre as duas cidades exige a travessia de balsas. A região também é turística, e um grande número de pessoas utiliza o serviço das embarcações para chegar a vários lugares. A rota alternativa é pela BR-464, que passa pelos distritos de Babilônia e Olhos D'água, mas a distância aumenta muito, e ainda assim a rodovia não é asfaltada.
Desde o dia do acidente, o serviço das balsas no Rio Grande entre Cássia e Delfinópolis está precário, com apenas duas embarcações funcionando. A balsa “Canastra”, envolvida no acidente, foi retirada de operação para perícia da Marinha.
Uma operação, contando com grandes caminhões-guincho e outros maquinários, ocorreu durante toda esta sexta-feira para retirar o caminhão de dentro do Rio Grande. Primeiramente, o caminhão, que estava carregado com 45 toneladas de gesso agrícola, foi esvaziado para facilitar o reboque. A operação seguiu por toda a tarde.
Ao longo dos anos são muitos os casos de veículos grandes que enfrentam problemas semelhantes ao entrarem ou saírem das balsas. Casos já foram registrados envolvendo outros caminhões de cargas e até ônibus.
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Comentários
1 Comentários
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Roberto 28/10/2022A prefeitura é responsável pela operação das embarcações, neste caso resolveu tercerizar a operação o que de fato parecia ser uma decisão acertada, acontece que a mesma não fiscaliza a operação da empresa contratada, nem precisa de muito para se ver que é péssimo o serviço prestado, pois todos os dias as balsas estão quebradas. Furnas é Proprietária das balsas e responsável por sua manutenção, dispõe de equipe especializada de técnicos para atender todas as ocorrências e deixar os equipamentos em condições de trabalho. O que ninguém fala é o descaso dos operadores que são verdadeiros \"cupim de ferro\" todos os dias quebram as balsas as mesmas não operam e a prefeitura continua pagando os serviços do msm jeito. A prefeitura vive empurrando com a barriga e colocando a culpa em Furnas, pra pode colocar 10 balsas novas ali e cota da represas estar no máximo que não vão dar disponibilidade aos equipamentos. Não existe estrutura nas duas margens para os passageiros, os trabalhadores que necessitam ótimo os dias fazer a travessia ou ficam no sol ou na chuva, não se tem iluminação adequada, segurança, banheiros públicos e nem sinal de celular para quem precisar trabalhar pelo menos ocupe seu tempo. A prefeitura precisa é dar estrutura e fazer sua parte, essa utopia de ponte é cortina de fumaça para esconder o que a gestão municipal precisa e pode fazer. Envie ofício a Anatel e todas operaforas de celular pedindo a colocação de Torres de celular no porto, faço convênio com a marinha e solicite treinamento adequado aos balseiros, contrate empresa realmente capacitada para tal serviço e neste contrato exija disponibilidade das embarcações e multa por danos causados por má operação e horas paradas, chame Furnas para conversar e seja parceira e não inimiga de quem está dando o seu melhor, construa banheiros, urbanizr o entrobo do porto, ofereça estrutura adequada aos usuários. É fácil resolver, basta boa vontade