AÇÃO SOCIAL

De 800 moradores de rua, 300 recusam atendimentos da Prefeitura, diz secretária

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
A secretária de Ação Social, Gislaine Liporoni, durante entrevista ao Show da Manhã, da rádio Difusora, nesta sexta-feira, 21
A secretária de Ação Social, Gislaine Liporoni, durante entrevista ao Show da Manhã, da rádio Difusora, nesta sexta-feira, 21

Principalmente durante e após a pandemia, Franca se tornou um polo de pessoas em situação de rua. Em vários pontos da cidade, barracas servem de moradia para essa população, e semáforos se tornam ponto para pedir dinheiro. De acordo com a Secretaria de Ação Social, mais de 800 pessoas vivem nessas condições no município, que tem intensificado as ações e já atende a mais de 500 delas.

Entre as ações, estão os atendimentos no Espaço Dignidade, na Casa de Passagem e no Abrigo Provisório, que recebem essas pessoas com café da manhã, banho e até pernoite. “Com esses serviços, a gente entende que além da questão de reduzir os pedidos nos espaços públicos e de armar uma barraca para se abrigar, a gente consegue fazer uma intervenção de fato”, disse a secretária da pasta, Gislaine Liporoni. A secretária deu entrevista ao Show da Manhã, da rádio Difusora, nesta sexta-feira, 21.

Apesar dessa série de serviços, não são todos os moradores que topam participar dos atendimentos. Gisele afirma que existe a capacidade de atender os 800, mas o uso excessivo de entorpecentes afasta cerca de 300 pessoas. “O uso abusivo de drogas e álcool, que acabam agravando a saúde mental dessa população, inviabiliza a aproximação, para convencer a importância de essas pessoas virem para esses trabalhos. ”

Para tentar atingir esse contingente, a pasta criou mais uma equipe de abordagem. “A gente vive pensando em novas estratégias para esse público. A abordagem tem esse papel de importância”.

Serviço moradia
Além dos atendimentos já conhecidos na cidade, a Ação Social está desenvolvendo uma ação que visa reinserir a pessoa em situação de rua na sociedade. Isso tem acontecido através do serviço moradia, que fornece residência a 101 pessoas, atualmente.

De acordo com Gislaine, a ideia é abrigar pessoas que estão há mais de três anos na rua e não querem mais utilizar os serviços de acolhimento. “Com uma transferência de R$ 400, eles mesmos conseguem procurar uma moradia, onde conseguem voltar para os bairros de origem”.

O serviço tem alcançado importantes resultados, como a redução do uso de drogas por parte da população e até a busca por um emprego. “Quando eles vão para uma casa, automaticamente conseguem reduzir o uso das substâncias, ficam fisicamente melhores, recuperam a saúde, e hoje já podemos dizer que estão se organizando para um trabalho”, comemorou a secretária.

Para participar do programa, o morador passa por um processo de seleção e, quando aprovado, é acompanhado por uma equipe, que conta com assistente social, psicólogos e orientadores. “Regularmente estamos passando para ver se eles permanecem nessa moradia. Não tivemos até hoje uma situação de que deixaram de pagar, porque eles começam a ver a mudança na vida deles”, finalizou.

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