Júbilo e alegria. Esse é o espírito do time do SFITC (Sociedade Francana de Instrução e Trabalho para Cegos), de Franca, que pela primeira vez vem conquistando resultados elevados no Campeonato Paulista de Goalball.
Nesta sexta-feira, 14, os seis jogadores, mais a equipe técnica, viajaram para São José dos Campos, onde disputarão as quartas de final.
Os principais campeonatos que a equipe participa são os Jogos Regionais e o Campeonato Paulista, tidos como categorias “sagradas” para os jogadores. Desde o começo de março, o time francano luta pela classificação no Paulista. Enfrentarão no próximo jogo adversário difícil, os atuais campeões, o time do Sesi de São Paulo.
A disputa acende ainda mais a chama da competição em cada um. “A gente tá bem animado, é a primeira vez que nos classificamos para as quartas de final. Com muita esperança de derrubar essas equipes e nos classificar para a próxima fase”, falou animado Expedito Carlos, jogador do time há mais de 10 anos.
Além de tudo, os francanos contam com uma carta na manga, Kauê Ferreira Eduardo, jovem no auge dos seus 20 anos. Um talento promissor que até mesmo já faz parte da base da seleção brasileira, jogando no sub-20.
“A gente quer fazer um convite, para quem quiser participar da nossa associação, do nosso esporte. Principalmente para a pessoa que acabou de perder a visão, isso pode ser a oportunidade de fazer com que ela se sinta melhor. Não é fácil, mas é possível superar essa dificuldade”, comenta o veterano do esporte, Expedito.
“Perdi a visão há 3 anos atrás. No começo foi muito, mas muito complicado, achei que tinha acabado para mim, até que por um acaso eu fiquei sabendo da Sociedade dos Cegos. Entrei com a intenção de aprender e estudar o Braille, aí me apresentaram o goalball. Não tinha a menor noção do que era. E como Expedito sempre fala, fui picado pelo mosquitinho ali na quadra”, disse Fernandes Dantas, membro do time há pouco mais de um ano.
O goalball começou na associação em 2000, mas foi a partir de 2010 que realmente tomaram com seriedade o lado do esporte. “A maioria das equipes recebe. Aqui fazemos por amor”, finalizou Expedito.
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