“Agora podem escolher o nome do título, porque já teve o Campeonato Nacional de Basquete, Taça Brasil e NBB, mas o Franca ganhou todos. Mudaram o nome, mas Franca continuou ganhando”. A fala de Helinho Garcia exprime o sentimento da torcida francana após o fim da última temporada, mas, nas entrelinhas, diz ainda mais do que isso. A parcela de contribuição do ídolo da Capital do Basquete para com o grande momento vivido pelo clube é perceptível a ginásios e mais ginásios de distância.
Seja dentro das quatro linhas, trajando uniforme de jogo e distribuindo assistências mágicas, ou do lado de fora da quadra, trazendo a vibração do torcedor para a área técnica e comandando os atletas, Helinho tornou-se sinônimo de conquistas para o Franca Basquete. Depois de levantar canecos a níveis nacional e estadual pelo Touro como jogador, o ex-armador assumiu o comando da equipe e, desde então, coleciona presenças em finais.
Desde que chegou ao Franca para, seguindo os passos do pai, Hélio Rubens, se tornar treinador, em 2016, o "professor" já levou o time a 11 decisões de campeonato. Uma trajetória de sucesso reconhecida por torcedores, jogadores e imprensa, mas que, segundo o próprio técnico, é fruto do trabalho de muitas pessoas.
“Eu fico muito feliz de tudo isso vir acontecendo e acredito que o impacto que nós viemos tendo é em função da nossa equipe multidisciplinar, que tem a minha confiança total. Envolve parte física, com o Douglas Nazar, fisioterápica, com o Rogério Barbosa, médica, com o Anderson Nascimento, supervisão, com o Lula, técnica, comigo, o Pablo, o Zezinho e o Niltinho... enfim. É o trabalho de uma equipe que se doa constantemente para que possamos alcançar resultados que contem com a melhor performance dos protagonistas, que são os atletas”, declara.
Das onze decisões em que participou como técnico, o atual vencedor do troféu Ary Vidal, entregue pelo NBB ao melhor treinador do ano, levou seis títulos: um NBB, uma Copa Super 8, um sul-americano e três paulistas. E a contagem pode ficar maior, já que a mais recente final alcançada ainda vai acontecer.
Após um início de temporada difícil, o Franca Basquete superou importantes desfalques dos jogadores Lucas Dias, Lucas Mariano e Georginho, além do próprio Helinho, que estavam com a Seleção Brasileira, e, passando pelo São José nas quartas de final e Bauru nas semis, chegou à sua sexta decisão consecutiva no Campeonato Paulista, a 29ª na história.
O adversário da vez é um conhecido do Touro: o São Paulo. No ano passado, o Tricolor foi o responsável por colocar água no chopp francano e, além de impedir um quarto título estadual consecutivo, não permitiu que o Franca chegasse à marca de 15 paulistas conquistados, o que tornaria o clube o maior campeão do torneio, deixando para trás o Corinthians, que também levantou o caneco 14 vezes.
Helinho destaca a luta dos jovens jogadores que supriram as ausências dos medalhões ao longo da competição e afirma que o Franca Basquete chega forte para todos os campeonatos da temporada, incluindo a Champions League das Américas, que pode ser mais um troféu inédito a ocupar a prateleira do clube.
“Foi um início de temporada difícil. Não conseguimos ter uma pré-temporada, onde faríamos os trabalhos físicos e táticos, e voltamos próximo da data do Paulista. Além disso, os jogadores ainda foram convocados para a Seleção. Ainda assim, conseguimos nos readequar e, com muito esforço de todos os envolvidos, conquistamos a vaga em mais uma decisão”, disse o treinador.
Franca Basquete e São Paulo decidem o Campeonato Paulista de 2022 em uma série de três partidas. O jogo 1 acontece neste domingo, 9, às 11h, na capital paulista. Por ter tido melhor campanha, o Franca tem a vantagem de decidir o título em casa. O jogo 2 está marcado para a próxima quarta-feira, 12, às 19h no Pedrocão. Caso necessário, o ginásio volta a receber os times para o jogo 3 na quinta-feira, 13, novamente às 19h.
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