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Casal de Uberaba-MG pede ajuda à Prefeitura e deixa as ruas de Franca

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Hevertom Talles/GCN
Casal é levado por representantes do programa 'Abordagem Social' da Prefeitura de Franca
Casal é levado por representantes do programa 'Abordagem Social' da Prefeitura de Franca

Há um ano sem moradia física e perambulando pelas ruas do bairro São José, em Franca, o jardineiro Alisson Danny da Silva, 38 anos, declara estar tentando uma oportunidade para mudar de vida.

Alisson afirma que já trabalhou em várias empresas e que possui registros na carteira de trabalho, mas por conta das suas próprias escolhas acabou parando nas ruas. Durante esse periodo na cidade de Franca, ele ficou na casa de passagem e no Centro Pop, programas oferidos pela prefeitura, através da Secretaria de Ação Social, que auxilia moradores de ruas.

Ele havia saído recentemente para trabalhar e morar em um lava a jato, mas o patrão não aceitou que a sua companheira Flávia Cristina Gonçalves da Costa, 34 anos, que também veio de Uberaba há dois meses, morasse com ele no local.

Os dois reataram recentemente o relacionamento, que já dura mais de sete anos entre idas e vindas. Como não conseguiu um local para ficarem juntos, decidiram morar na rua e buscavam uma ajuda, que apareceu.

Nesta quarta-feira, 5, uma equipe de abordagem da prefeitura esteve com eles no início da tarde no bairro São José, quando foi possível, após o atendimento, identificar que eles estavam na fila de espera há dois meses. Como não surgiram vagas disponíveis no abrigo provisório, eles foram encaminhados para o acolhimento noturno, até que sejam disponibilizadas as vagas.

Durante esse apoio, eles poderão se alimentar, tomar banho, fazer acompanhamento com psicólogo e pernoitar no local.

História de vida
Natural de Uberaba (MG), a 121 km de Franca, Alisson afirma que procurou a cidade para buscar um recomeço, já que preferiu não morar na casa da mãe por desavenças com o seu irmão.

“Eu me sinto francano, particularmente não penso em mudar daqui”, declarou Alisson, que também se diz fã da dupla sertaneja Rio Negro e Solimões. Ele afirma que precisa cuidar da saúde, pois tem hepatite C e já teve surto psicótico.

Segundo Alisson, quando veio para cá sozinho em meados de setembro do ano passado, trabalhou com serviços de jardinagem, morou em pensões e conseguiu ter uma renda, até juntar dinheiro. Teve uma estadia na casa de pasagem e no Centro Pop e parmeceu por aqui.

Ele a mulher estavam separados há mais de 1 ano, quando ele havia deixado a cidade mineira. Flávia, então deixou a família em Uberaba e veio atrás do Alisson em Franca.

“Eu pedi pra Deus que cruzasse o meu caminho com o do Alisson. Morava com minha mãe, tenho meus três filhos que ficou com ela, e decidi vim atrás do Alisson”, relatou Flávia. Segundo ela, tem experiência na área de estética e está em busca de uma oportunidade de trabalho.

Flávia vai mais além com os seus objetivos em Franca: “Minha mãe perguntou se eu iria largar tudo, e vim mesmo, eu vim, mas só volto pra lá se for pra voltar melhor de quando eu saí”, finaliza.

Ambos declaram que têm o ensino médio completo, e admitem que fazem o uso de maconha, para "aliviar a situação enfrentada nas ruas", e que não têm nenhuma passagem na polícia nem o nome sujo.

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