FALTA TUDO

Moradores do Pacaembu sofrem com ausência de serviços públicos no bairro

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/Construtora Pacaembu
Residencial Vida Nova Franca ainda sofre com falta de estrutura básica para os moradores
Residencial Vida Nova Franca ainda sofre com falta de estrutura básica para os moradores

Entregue em 2019, o Residencial Vida Nova Franca, mais conhecido como Pacaembu, conta com 555 casas e um número expressivo de moradores - mais de 2.200. Mas o bairro ainda enfrenta problemas relacionados à falta de serviços públicos.

A costureira Ana Cristina de Rezende, de 53 anos, mora no Condomínio 6 há pouco mais de um ano, e reclama da falta de UBS (Unidade Básica de Saúde) para realizar consultas no bairro. Ela sofre de problemas na perna e tem pressão alta. “Aqui não tem nenhuma UBS. Preciso fazer consultas e vou ter que ir em outro bairro”.

As unidades de saúde mais próximas ficam no Jardim Paineiras e a outra entre os bairros Vera Cruz e Luiza I. A distância para locomoção a pé é muito grande, e Ana Cristina não dirige, dependendo do transporte público.

Ela também relata que muitos motoristas de aplicativo não aceitam corridas para aquela região. “Por conta das lombadas (13 lombadas, uma a cada 100 metros) e de alguns assaltos, os motoristas recusam e não aceitam corridas”, disse costureira.

Ana Cristina reclama também do transporte público. Segundo ela, os ônibus não têm um horário fixo e demoram muito.

“Eu gasto bastante quando preciso sair. Quando os motoristas de aplicativos vêm, as corridas ficam em média R$ 30 pra ir e R$ 30 pra voltar”.

No bairro, há apenas um mercado e uma mercearia, além de um depósito de bebidas. Obras em andamento mostram que em breve serão concluídas a construção de um posto de combustível e de uma farmácia, mas enquanto isso…

Quem também sente na pela a falta de infraestrutura básica do bairro é a mãe do pequeno Brayan Alves, de 2 anos, a jovem Emily Alves, de 23 anos, que tem de levar o filho na creche do Jardim Vera Cruz.

“Aqui não tem uma creche para as crianças e meu filho estuda lá no Vera Cruz III. Eu sou tenho moto e quando está chovendo, eu preciso que meu pai venha aqui para me ajudar a levar ele na creche, ou tenho que chamar um Uber”, disse Emily.

Segundo ela, no bairro o sinal de várias operadoras de telefonia não pega. Para se comunicar, só através da internet fixa. Este também é um problema para a negativa dos motoristas de aplicativo, já que o GPS acaba informando localizações erradas.

“O mercado de lá fecha às 20h e não tem mais nada, dia de domingo dá 11h e já está fechado”, acrescentou a jovem.

Em nota, a Prefeitura disse que está com um processo de licitação aberto para a construção de uma creche nas imediações do Pacaembu, com investimento de R$ 5,7 milhões.

Sobre as lombadas, informou que foram instaladas na gestão anterior, através de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), junto ao Ministério Público.

Sobre a questão de segurança, a Polícia Militar declarou em nota que o policiamento no bairro e imediações é realizado com base nos indicadores criminais.

Reforçou também que "a população pode colaborar para o sucesso das ações preventivas de Polícia, transmitindo informações a respeito de irregularidades ou atitudes suspeitas, por meio dos telefones 190 (Emergência da Polícia Militar) e 181 (Disque Denúncia)".

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Comentários

4 Comentários

  • Thiago 04/10/2022
    Como que a prefeitura liberou um loteamento sem um acesso decente? Não tem cabimento um bairro daquele tamanho sem uma avenida de acesso. Sem falar na máfia das lombadas. Ridículo.
  • ALEXANDRE 04/10/2022
    Percebi isto assim que visitei o bairro com meu pai. Um bairro enorme sem escola, creche, unidade de saúde por perto. De quem é a culpa? Da Prefeitura, que aprovou este bairro de olho na verba gerada pelo I.T.B.I ou I.P.T.U . A construtora lucra com a venda dos imóveis e deixa o problema para o poder público. Franca ganha novos moradores todos os dias sem planejamento das autoridades.
  • Joel Cândido da Silva Júnior 04/10/2022
    Infelizmente é o preço que se paga em morar em local mais afastado. A prefeitura deveria ter criado um projeto paralelo de infraestrutura pelo menos com o básico quando aprovaram a edificação do condomínio. Lamentável a situação desses moradores.
  • joao marcos 04/10/2022
    mas tambem, as construtoras so querem saber de abrir bairro, nao vê um projeto descente para fluir, tantos bairros mortos denteo da cidade e abrem mais e longe de tudo. o povo que compra tomara q seja por necessidade pq fora isso so vejo loucura