Entregue em 2019, o Residencial Vida Nova Franca, mais conhecido como Pacaembu, conta com 555 casas e um número expressivo de moradores - mais de 2.200. Mas o bairro ainda enfrenta problemas relacionados à falta de serviços públicos.
A costureira Ana Cristina de Rezende, de 53 anos, mora no Condomínio 6 há pouco mais de um ano, e reclama da falta de UBS (Unidade Básica de Saúde) para realizar consultas no bairro. Ela sofre de problemas na perna e tem pressão alta. “Aqui não tem nenhuma UBS. Preciso fazer consultas e vou ter que ir em outro bairro”.
As unidades de saúde mais próximas ficam no Jardim Paineiras e a outra entre os bairros Vera Cruz e Luiza I. A distância para locomoção a pé é muito grande, e Ana Cristina não dirige, dependendo do transporte público.
Ela também relata que muitos motoristas de aplicativo não aceitam corridas para aquela região. “Por conta das lombadas (13 lombadas, uma a cada 100 metros) e de alguns assaltos, os motoristas recusam e não aceitam corridas”, disse costureira.
Ana Cristina reclama também do transporte público. Segundo ela, os ônibus não têm um horário fixo e demoram muito.
“Eu gasto bastante quando preciso sair. Quando os motoristas de aplicativos vêm, as corridas ficam em média R$ 30 pra ir e R$ 30 pra voltar”.
No bairro, há apenas um mercado e uma mercearia, além de um depósito de bebidas. Obras em andamento mostram que em breve serão concluídas a construção de um posto de combustível e de uma farmácia, mas enquanto isso…
Quem também sente na pela a falta de infraestrutura básica do bairro é a mãe do pequeno Brayan Alves, de 2 anos, a jovem Emily Alves, de 23 anos, que tem de levar o filho na creche do Jardim Vera Cruz.
“Aqui não tem uma creche para as crianças e meu filho estuda lá no Vera Cruz III. Eu sou tenho moto e quando está chovendo, eu preciso que meu pai venha aqui para me ajudar a levar ele na creche, ou tenho que chamar um Uber”, disse Emily.
Segundo ela, no bairro o sinal de várias operadoras de telefonia não pega. Para se comunicar, só através da internet fixa. Este também é um problema para a negativa dos motoristas de aplicativo, já que o GPS acaba informando localizações erradas.
“O mercado de lá fecha às 20h e não tem mais nada, dia de domingo dá 11h e já está fechado”, acrescentou a jovem.
Em nota, a Prefeitura disse que está com um processo de licitação aberto para a construção de uma creche nas imediações do Pacaembu, com investimento de R$ 5,7 milhões.
Sobre as lombadas, informou que foram instaladas na gestão anterior, através de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), junto ao Ministério Público.
Sobre a questão de segurança, a Polícia Militar declarou em nota que o policiamento no bairro e imediações é realizado com base nos indicadores criminais.
Reforçou também que "a população pode colaborar para o sucesso das ações preventivas de Polícia, transmitindo informações a respeito de irregularidades ou atitudes suspeitas, por meio dos telefones 190 (Emergência da Polícia Militar) e 181 (Disque Denúncia)".
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
Comentários
4 Comentários
-
Thiago 04/10/2022Como que a prefeitura liberou um loteamento sem um acesso decente? Não tem cabimento um bairro daquele tamanho sem uma avenida de acesso. Sem falar na máfia das lombadas. Ridículo. -
ALEXANDRE 04/10/2022Percebi isto assim que visitei o bairro com meu pai. Um bairro enorme sem escola, creche, unidade de saúde por perto. De quem é a culpa? Da Prefeitura, que aprovou este bairro de olho na verba gerada pelo I.T.B.I ou I.P.T.U . A construtora lucra com a venda dos imóveis e deixa o problema para o poder público. Franca ganha novos moradores todos os dias sem planejamento das autoridades. -
Joel Cândido da Silva Júnior 04/10/2022Infelizmente é o preço que se paga em morar em local mais afastado. A prefeitura deveria ter criado um projeto paralelo de infraestrutura pelo menos com o básico quando aprovaram a edificação do condomínio. Lamentável a situação desses moradores. -
joao marcos 04/10/2022mas tambem, as construtoras so querem saber de abrir bairro, nao vê um projeto descente para fluir, tantos bairros mortos denteo da cidade e abrem mais e longe de tudo. o povo que compra tomara q seja por necessidade pq fora isso so vejo loucura