INQUÉRITO

Justiça manda polícia investigar possível participação de ex-mulher na morte de auditor

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Samir Moussa, Adriano William e local após o crime
Samir Moussa, Adriano William e local após o crime

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar Mére Cristina Matias, ex-mulher do dentista Samir Panice Moussa e que mantinha relacionamento com o auditor fiscal Adriano William de Oliveira, executado no dia 12 de março de 2022.

Após expedir um novo pedido de prisão para o dentista Samir Panice Moussa, assassino do auditor fiscal, o juiz José Rodrigues Arimatéa determinou que a Polícia Civil abrisse uma investigação sobre a mulher. A dúvida do magistrado é como o assassino sabia onde a vítima estava, para cometer o crime.

“O fato do acusado saber onde estava a vítima no momento do crime, se aquele encontro não foi casual, havendo somente uma resposta possível, ou seja, alguém informou ao acusado onde estava a vítima”, escreveu o juiz, no documento.

Segundo a Justiça, registros dos celulares dos envolvidos mostram que a mulher conversou com o acusado e a vítima momentos antes da execução. Outro fato mencionado é que, após o crime, houve contato entre Mére e Samir, o que não teria sido informado ao Juízo.

Outra justificativa apresentada por Arimatéa é uma suposta ameaça de morte. “Consta da ata de visita correcional deste Juízo à Penitenciária de Franca, a informação de que o acusado teria relatado no interior da prisão que mataria a testemunha Mére Cristina Matias”.

Segundo o magistrado, a morte da mulher poderia ser uma vingança por algo que ela poderia ter feito.

Enquanto isso, a Justiça expediu um novo mandado de prisão preventiva no dia 22 de agosto. Arimatéa alegou que, caso solto, o dentista pode atrapalhar o processo investigativo, criando versões incoerentes sobre o caso.

O caso
O homicídio praticado pelo dentista ocorreu na avenida Major Nicácio, Centro da cidade, entre o bar Vila Madalena, onde até há pouco tempo funcionava o Bar da Careta, e a igreja Nossa Senhora das Graças.

Samir Panice Moussa matou o auditor da Receita Federal de Franca Adriano Willian de Oliveira na noite de 12 de março.

Ele foi preso horas depois do crime pela Polícia Militar, com a ajuda de imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime.

De posse das imagens, os policiais se dirigiram até a residência do autor dos disparos no bairro Santa Rita. Ele não estava num primeiro momento. Os policiais aguardaram um pouco, e logo Samir chegou em casa. Foi então abordado, e confessou o crime.

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Comentários

3 Comentários

  • Paulo 30/09/2022
    OLHA COMO A JUSTIÇA É FRACA. DEPOIS DE NEM SEI QUANTO TEMPO O CARA TA PRESO E QUANDO ELE CONSEGUE UMA LIBERDADE E VOLTA PRA CADEIA AI ESSE AI MANDA INVESTIGAR A EX?? NESSE TEMPO TODO ELE NAO TEVE ESSA PERCEPÇAO DE CUMPRISSE OU ALIADA??? BELO SERVIÇO DA JUSTICA. KKKKKKK
  • JEFFERSON 30/09/2022
    FOI ELA QUE MANDOU MATAR
  • Dirceu 30/09/2022
    Se a JUSTIÇA já mandou libertar o assassino... vai investigar a mulher pra que?? pra prender e depois soltar novamente?