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Moradores reclamam de iluminação após atropelamento de menino: 'É totalmente escuro'

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN e Redes Sociais
Dia e noite na avenida Prof. Cláudio Junqueira, no Jardim Zelinda, onde aconteceu o acidente
Dia e noite na avenida Prof. Cláudio Junqueira, no Jardim Zelinda, onde aconteceu o acidente

"Como pode acontecer com uma criança que não é nada minha, pode acontecer com uma neta". As palavras de Marineusa da Silva, de 68 anos, descrevem o sentimento de tristeza e preocupação que muitos francanos sentiram ao saber da morte do garoto Pedro Arthur Santos Cassaroti, de 13 anos, na noite desta terça-feira, 27.

O menino foi atropelado na avenida Prof. Cláudio Junqueira, no Jardim Zelinda, na zona Oeste de Franca. Foi arremessado e sofreu traumatismo craniano.

Marineusa mora próximo e descobriu o acidente pela neta. "Quando vi minha neta descendo correndo, perguntei onde ela estava indo. Ela respondeu: 'Vó mataram um menino ali'. Falei para ela voltar para casa, já chamei minha filha".

Quando ela chegou no local, estavam procurando os pais do garoto. "Fui até a ambulância e me ofereci para acompanhar a criança no hospital, mas a enfermeira não aceitou".

Pedro Arthur não resistiu e morreu a caminho da Santa Casa de Franca. Moradores da região questionam que a falta de iluminação pode ter sido um agravante para o acidente fatal.

"Não tem iluminação, é um descuido fatal. Você não enxerga nada, é totalmente escuro. Já vi acidente, uma moto pegou um cavalo por falta de iluminação", conta Maikon Santos de Oliveira, de 35 anos.

Morador do Jardim Zelinda desde 2009, nada mudou, e o perigo só aumenta. "É região escolar, uns 200 a 300 metros é saída de aluno de escola".

O comerciante Gabriel Lemes, de 22 anos, aponta outros problemas. "A gente já teve casos de assalto, até mesmo aqui na nossa empresa já tentaram entrar. Acho que a falta de luz na avenida facilita essa insegurança".

Os moradores enviaram reclamações para a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) sobre a falta de postes e lâmpadas queimadas, mas o problema segue sem solução.

Em nota, a CPFL Paulista afirmou que "lamenta o ocorrido e esclarece que a solicitação de instalação de novos pontos de iluminação pública é de responsabilidade da Prefeitura Municipal. A empresa esclarece que, até quarta-feira (28), não constavam pedidos em aberto por parte do órgão público municipal para instalar mais pontos de iluminação pública no local".

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