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07 de dezembro de 2022

ELEIÇÕES 2022

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TSE proíbe Bolsonaro de fazer live eleitoral na residência oficial da Presidência

TSE proíbe Bolsonaro de fazer live eleitoral na residência oficial da Presidência

Isso vale, segundo a decisão, para discursos destinados a promover a sua candidatura ou de terceiros, utilizando-se de bens e serviços públicos.

Isso vale, segundo a decisão, para discursos destinados a promover a sua candidatura ou de terceiros, utilizando-se de bens e serviços públicos.

Por Constança Rezende | 24/09/2022 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

Por Constança Rezende
da Folhapress

24/09/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Arquivo/GCN

Bolsonaro: redes sociais Youtube, Instagram e Facebook também foram intimadas a remover postagens feitas nessa linha

O corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, determinou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) se abstenha de gravar e transmitir lives de cunho eleitoral dos palácios da Alvorada e Palácio do Planalto.

Isso vale, segundo a decisão, para discursos destinados a promover a sua candidatura ou de terceiros, utilizando-se de bens e serviços públicos "a que somente tem acesso em função de seu cargo de Presidente da República".

Nesse aspecto, a medida também inclui serviços de tradução de libras custeado com recursos públicos, exemplificado pela decisão, sob pena de multa de R$ 20 mil por ato.

O ministro também intima Bolsonaro para que cesse, em 24 horas, a veiculação de matérias desse tipo que se encontrem em suas páginas de propaganda declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob pena de multa de R$ 10 mil por peça ou postagem mantida ou veiculada após o prazo.

As redes sociais Youtube, Instagram e Facebook também foram intimadas a remover postagens feitas nesta linha, "devendo diligenciar pela preservação do conteúdo até decisão final do processo", sob pena de multa de R$ 10 mil.

"As intimações acima referidas deverão ser efetivadas pelo meio mais célere, utilizando-se, no caso dos investigados, o número de WhatsApp e email cadastrados no registro de candidatura", ressalta o ministro.

A decisão foi tomada a partir de um pedido do PDT, partido do adversário de Bolsonaro, Ciro Gomes, que ensejou a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o presidente.

O partido citou uma live transmitida por Bolsonaro excepcionalmente na quarta-feira (geralmente ele fazia apenas às quintas-feiras), em que o presidente diz que, aproximando-se a "reta final" da disputa, e havendo "muita coisa em jogo", tentará realizar as transmissões todos os dias.

Também afirma que dedicará "pelo menos metade" do tempo para promover candidaturas de deputados federais e senadores, com o objetivo de repetir o sucesso de 2018 e formar uma grande bancada.

Para Gonçalves, não há dúvidas do teor eleitoral das mensagens, que foram divulgadas em redes sociais da campanha.

"Quanto ao local em que feita a gravação, há indícios, a partir das imagens captadas, que foram utilizadas as conhecidas dependências da biblioteca do Palácio da Alvorada. Também se constata que a intérprete de libras é a mesma que participou de diversas outras lives realizadas ao longo do mandato do atual Presidente", disse.

O corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, determinou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) se abstenha de gravar e transmitir lives de cunho eleitoral dos palácios da Alvorada e Palácio do Planalto.

Isso vale, segundo a decisão, para discursos destinados a promover a sua candidatura ou de terceiros, utilizando-se de bens e serviços públicos "a que somente tem acesso em função de seu cargo de Presidente da República".

Nesse aspecto, a medida também inclui serviços de tradução de libras custeado com recursos públicos, exemplificado pela decisão, sob pena de multa de R$ 20 mil por ato.

O ministro também intima Bolsonaro para que cesse, em 24 horas, a veiculação de matérias desse tipo que se encontrem em suas páginas de propaganda declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob pena de multa de R$ 10 mil por peça ou postagem mantida ou veiculada após o prazo.

As redes sociais Youtube, Instagram e Facebook também foram intimadas a remover postagens feitas nesta linha, "devendo diligenciar pela preservação do conteúdo até decisão final do processo", sob pena de multa de R$ 10 mil.

"As intimações acima referidas deverão ser efetivadas pelo meio mais célere, utilizando-se, no caso dos investigados, o número de WhatsApp e email cadastrados no registro de candidatura", ressalta o ministro.

A decisão foi tomada a partir de um pedido do PDT, partido do adversário de Bolsonaro, Ciro Gomes, que ensejou a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o presidente.

O partido citou uma live transmitida por Bolsonaro excepcionalmente na quarta-feira (geralmente ele fazia apenas às quintas-feiras), em que o presidente diz que, aproximando-se a "reta final" da disputa, e havendo "muita coisa em jogo", tentará realizar as transmissões todos os dias.

Também afirma que dedicará "pelo menos metade" do tempo para promover candidaturas de deputados federais e senadores, com o objetivo de repetir o sucesso de 2018 e formar uma grande bancada.

Para Gonçalves, não há dúvidas do teor eleitoral das mensagens, que foram divulgadas em redes sociais da campanha.

"Quanto ao local em que feita a gravação, há indícios, a partir das imagens captadas, que foram utilizadas as conhecidas dependências da biblioteca do Palácio da Alvorada. Também se constata que a intérprete de libras é a mesma que participou de diversas outras lives realizadas ao longo do mandato do atual Presidente", disse.

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