O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a mencionar, em evento nesta sexta-feira (23), o ano de 1964, data em que os militares deram um golpe no país, e disse que só vai deixar o governo federal "bem lá na frente" e a partir de "eleições limpas".
O mandatário, que costuma fazer ataques infundados à Justiça Eleitoral, não disse se considera limpo o pleito deste ano nem se aceitará eventual derrota eleitoral.
Em evento evangélico Mulheres Pelo Brasil realizado em Contagem (MG), o mandatário também atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições deste ano, e o chamou de "comunista ladrão".
No discurso, Bolsonaro citou anos marcados por eventos políticos importantes na história brasileira, entre eles 1964, quando um golpe de Estado inaugurou uma ditadura militar no país que durou até 1985.
"Não sabemos explicar muitas vezes esses momentos. Vivemos 22, 35, 64, 2016 foi marcante para todos nós, 2018 também. Temos pela frente 2022", afirmou.
O presidente também retomou uma frase que costuma repetir, de que pede a Deus "força para resistir e coragem para decidir".
"Peço sabedoria para que a gente possa, lá na frente, bem lá na frente, entregar, para quem me suceder, democraticamente e numa eleição limpa, a continuidade do governo brasileiro", afirmou.
Os ataques ao ex-presidente Lula também marcaram o discurso desta sexta. "Não é fácil, mas uma coisa me conforta e muito na presidência da República: é saber que naquela cadeira presidencial não tem um um comunista ladrão sentado nela".
Além do presidente, discursaram no evento o pastor Márcio Valadão e a pastora Ezenete Rodrigues, da Igreja Batista da Lagoinha
Apoiadores de Bolsonaro encheram o local e apoiaram o presidente com gritos de "mito". Eles também gritaram que o presidente será eleito no primeiro turno. O público presente também entoou gritos contra o ex-presidente Lula, o chamando de ladrão.
Os únicos candidatos a falar no evento foram o deputado federal Lincoln Portela (PL), que tenta a eleição e Alê Portela (PL), que busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Os dois fizeram elogios e orações para o presidente, sem focar em suas próprias candidaturas.
Outros candidatos ao legislativo também estiveram presentes no palco ao lado de Bolsonaro. Entre eles Cleitinho Azevedo (PSC) que tenta uma vaga no Senado com apoio do presidente. O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, o deputado estadual Bruno Engler e o vereador de Belo Horizonte, Nikolas Ferreira também estavam no palanque de Bolsonaro.
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Comentários
3 Comentários
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Darsio 24/09/2022Coloquem um bigodinho nesse GENOCIDA e verá que até no semblante ele é muito parecido com o Hitler. A única diferença é que Hitler, por mais nefasto que fosse, ainda era inteligente. -
jaques campos 24/09/2022Depois de um governo desastrado precedido por escândalos de rachadinha, iniciando com aparelhamento das instituições, mal gerenciamento da pandemia, associado com corrupção e curandeirismo, conluio com pastores evangélicos corruptos, associação com o centrão para assaltar o Brasil com o orçamento paralelo, continua as tentativas golpistas para livra-lo dos crimes cometidos. CADEIA nele! -
Abreu 24/09/2022Dizer que esse aloprado é fascista não esclarecer muita coisa em um país em que 99% das pessoas não sabem o que é fascismo, mas procure saber melhor o que é fascismo e como agem os fascistas e por que eles odeiam tanto a democracia. E acredite, vale muito a pena saber.