A Polícia Civil de Piracicaba, SP, divulgou na tarde desta quinta-feira, 22, as fotos de Marcos Vinicyus Sales de Oliveira e Roberto Jefferson da Silva, suspeitos de participarem na morte de Jonas Lucas, 57, ganhador da Mega-Sena. O crime aconteceu em Hortolândia na semana passada e duas pessoas já foram presas.
De acordo com a delegada, Juliana Rici, responsável pela Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Piracicaba, não quis passar como está o andamento das investigações, mas afirmou que o pedido de prisão dos envolvidos foi decretada pela Justiça e ambos são considerados foragidos.
Quem tiver informações dos homens pode acionar o 181 (Disque-Denúncia) ou (19) 3421-6169 na delegacia. Os dois homens dirigiram os carros usados no crime.
Até o momento, duas pessoas já foram presas pela Polícia Civil, Rogério Spínola e Érica Traldi. A polícia não informou qual a participação de Rogério no crime, mas a de Érica é que ela emprestou uma conta em seu nome para que os outros envolvidos transferissem o dinheiro. Ambos, negam participação no crime e que apenas cederam seus documentos para um dos envolvidos em datas anteriores.
O crime
O assassinato do ganhador do prêmio de R$ 47 milhões aconteceu na manhã do dia 13 de setembro. Jonas havia saído de casa para caminhar e acabou sendo raptado pela quadrilha.
Após tentativas frustradas de saques e transferências, Jonas foi espancado e abandonado nas margens da rodovia dos Bandeirantes, em Hortolândia. O milionário chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no Hospital.
A Polícia Civil suspeita que Jonas ficou cerca de 20 horas em poder dos ladrões. Eles chegaram a sacar R$ 20,6 mil por agência e pix antes de abandonarem a vítima.
Investigações
O caso está sendo investigado pela Deic de Piracicaba, que já afirma que a motivação foi o prêmio ganhado por Jonas em 2017. Segundo a Polícia Civil, os criminosos sabiam da condição financeira da vítima.
Em uma matéria do Fantástico, na Rede Globo, áudios da vítima solicitando a liberação de uma transferência de R$3 milhões foram divulgados. A transferência havia sido feita quando Jonas já estava sob o poder da quadrilha. O dinheiro não chegou a ser enviado, pois a gerente do banco desconfiou do valor e da voz estranha de Jonas. "Não chegou nada do comprovante, consegue agilizar isso pra mim?", diz Jonas em uma das mensagens de áudio. "Tô aqui na fazenda, preciso fechar isso aqui hoje", diz Jonas no áudio.
Com medo irmãos mudam de casa
Depois do sepultamento de Jonas, que era solteiro, seus irmãos se mudaram do bairro onde aconteceu. Com medo, eles deixaram a casa no Jardim Rosolém e estão escondidos em um endereço já repassado para a Polícia Civil. O sepultamento aconteceu no Cemitério da Saudade, em Sumaré, três dias depois do crime.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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