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Após STJ manda soltar, juiz decreta nova prisão de dentista que matou auditor fiscal

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Movimentação no local onde o dentista Samir Panice Moussa cometeu o crime, em março
Movimentação no local onde o dentista Samir Panice Moussa cometeu o crime, em março

A liberdade foi “provisória” para o dentista Samir Panice Moussa, de 48 anos, que responde por homicídio qualificado. A Justiça expediu um novo mandado de prisão preventiva nessa quarta-feira, 22.

A sexta turma do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) havia acatado o pedido de habeas corpus e decidido por unanimidade que Samir responderia pelo crime em liberdade.

Segundo o documento, apesar da decisão, uma nova decretação de custódia cautelar poderia ser tomada caso a Justiça local entendesse ser necessária.

E foi o que fez o juiz da Vara de Execuções Penais de Franca, José Rodrigues Arimatéa, que decretou nova prisão preventiva de Samir.

Arimatéa alegou que, caso solto, o dentista pode atrapalhar o processo investigativo, criando versões incoerentes sobre o caso para a Justiça.

O magistrado relembrou o episódio em que Samir Moussa fingiu uma tentativa de suicídio na madrugada do dia 24 de março. O dentista disse aos agentes penitenciários que ingeriu cerca de 70 comprimidos de remédios de uso controlado, foi levado até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, e depois para o Pronto-socorro "Álvaro Azzuz", onde ficou em observação, retornando à Penitenciária.

Ao fazer o exame de lavagem gástrica, foi verificada a inexistência de medicamento no corpo do assassino.

Entenda o caso
O homicídio praticado pelo dentista ocorreu na avenida Major Nicácio, Centro da cidade, entre o bar Vila Madalena, onde até pouco tempo funcionava o Bar do Careta, e a igreja Nossa Senhora das Graças.

Samir Panice Moussa matou o auditor da Receita Federal de Franca Adriano Willian de Oliveira, na noite de 12 de março.

Ele foi preso horas depois do crime pela Polícia Militar, com a ajuda de imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime.

De posse das imagens, os policiais se dirigiram até a residência do autor dos disparos, no bairro Santa Rita. Ele não estava num primeiro momento. Os policiais aguardaram um pouco, e logo Samir chegou em casa. Foi então abordado, e confessou o crime.

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