LEI SUSPENSA

Representante da enfermagem vai à Câmara protestar contra decisão do STF

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
N. Fradique/GCN
Marisol Costa Silvério esteve na Câmara pedindo valorização à categoria de enfermagem, na manhã desta terça-feira
Marisol Costa Silvério esteve na Câmara pedindo valorização à categoria de enfermagem, na manhã desta terça-feira

Representante da enfermagem de Franca, Marisol Costa Silvério usou a Tribuna da Câmara Municipal de Franca, nesta terça-feira, 20, para protestar contra a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que barrou a lei aprovada no Congresso Nacional sobre a regulamentação do piso para enfermeiros.

A lei, fixando o piso de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e de R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem, foi aprovada no último dia 4.

Semana passada, os profissionais da enfermagem também realizaram uma manifestação púbica na cidade em protesto contra a suspensão da lei. “Sabemos que essas manobras, muitas vezes, são para que os empresários ganhem tempo para realmente se livrarem das mudanças que podem trazer benefícios à categoria”, disse Marisol.

Ela lembrou que os enfermeiros foram fundamentais no combate à pandemia e muitos precisam trabalhar em vários empregos para se sustentar. “Nós, da enfermagem, lidamos com a vida da população. Dignidade profissional passa pela dignidade salarial. É impossível que uma pessoa que ganha um salário de R$ 1.500 possa lidar com a vida da sua mãe, de seu pai, do seu filho, de maneira integral. Esses profissionais, muitas das vezes, precisam ter dois empregos para se sustentar”.

A lei foi suspensa em virtude de uma liminar impetrada pela Confederação Nacional da Saúde. O pedido foi acatado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, e ratificado pelo Plenário da Corte.

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Comentários

1 Comentários

  • Leonardo 20/09/2022
    Bom ou a manchete está errada ou a pessoa falou coisa sem pesquisa, pois o STF não barrou nada , simplesmente a quer entender de onde vão sair os recursos orçamentários pra cobrir o novo piso