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Em Franca, Simone Tebet critica violência na campanha: 'Nunca chegamos neste nível'

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Simone Tebet no centro de Franca nesta sexta-feira
Simone Tebet no centro de Franca nesta sexta-feira

A senadora, advogada e professora Simone Tebet (MDB), candidata à Presidência da República, cumpriu sua agenda em Franca na tarde desta sexta-feira, 9. Ela visitou uma fábrica de calçados e, na sequência, fez uma caminhada no Centro da cidade, onde conversou com lojistas e populares.

Ao Portal GCN e Rádio Difusora, Tebet deu uma entrevista exclusiva logo depois da caminhada – que foi pacífica, mas, segundo ela, nem todas são assim. A candidata reforçou que durante esta campanha tem dado frequentemente de cara com discursos de ataques.

“A gente já teve situações, não físicas, mas verbais, de ódio, dizendo que a gente estava de um lado para ter no segundo turno um governo fascista. Pessoas, por outro lado, dizendo que a gente estaria estimulando a volta da esquerda, quando na verdade a nossa candidatura é exatamente o oposto: de propostas, de moderação, de paz”, falou.

Simone reforçou que esta é sua sexta campanha política, mas que nunca chegou no nível atual. A candidata afirmou que um país sem paz e união não é capaz de resolver os seus reais problemas: segundo ela, fome, miséria, desemprego e ensino desqualificado.

Miséria nas ruas
Durante a atual campanha, a candidata também percebeu que não se teve – ou, pelo menos, não viu – tanta miséria como atualmente. “Só vi miséria assim na época que eu lutei por democracia, quando vivíamos em um regime ditador, no início da década de 90. Eu era uma adolescente, participava de movimentos nas ruas, mas nunca tinha visto essa miséria voltar tão rapidamente”.

A única diferença entre os dois períodos é que, segundo Tebet, havia esperança. “Uma coisa positiva em relação a essa. Ali a gente tinha esperança, estávamos abrindo o Brasil para a democracia e liberdade, direito de expressão, imprensa livre, direito de ir para as ruas. Hoje não, hoje temos um povo pobre e entristecido”.

Proposta de auxílios
Além disso, Simone falou sobre uma das suas propostas que mais repercutiu: o auxílio de R$ 5 mil aos jovens estudantes que concluírem o ensino médio. Para ela, um dos projetos mais importantes, já que cerca de 40% dos jovens não estudam nem trabalham no Brasil, e que vai permanecer ao longo dos governos, assim como o Bolsa Família.

“Sou de uma geração que vi isso. Ruth Cardoso implantou, há mais de 20 anos, o chamado Bolsa Escola, porque muitas das nossas crianças não estavam na sala de aula. Ela pagava para a mãe. Se o filho não tivesse presença, ela não recebia o dinheiro. Então isso fez com que a mãe levantasse cedo, pegasse a criança e levasse para a escola. Isso mudou uma geração”, disse.

O auxílio funcionaria da seguinte forma: apenas os estudantes que se formarem no ensino médio – ou seja, que vão às aulas com frequência – receberiam o auxílio. Ao longo dos anos, desde que o estudante esteja no ensino médio, o governo depositará todo ano o dinheiro, em títulos do tesouro, e o estudante só recebe ao final do 3º ano, em parcela única.

“É o único jeito de fazer esses jovens. Só assim que teremos trabalhadores preparados para o mercado de trabalho, ganhando muito acima do salário mínimo. Quando ele resgatar esse dinheiro, ele pode comprar um celular novo, dar entrada em uma moto, pagar alguns meses de aluguel... É dele o dinheiro”.

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Comentários

3 Comentários

  • Chico 10/09/2022
    A internet NÃO perdoa, manda ela ver os debates com Brizola, Maluf, Mário covas, até do Jânio quadros, vai parar de querer chamar a atenção com mimimiiii.
  • Tiago 10/09/2022
    Vai ficar de mimimi para ganhar voto? Se é fraca fique em casa.
  • Ricardo Augusto 10/09/2022
    Fala fala e não diz nada... candidata fraca, sem objetivo, o único objetivo dela é tentar enfraquecer o Bolsonaro, não tem pauta, defende cada idéia maluca... não vale a pena!