PROTESTO

Suspensão do teto salarial mobiliza ato de enfermeiros em Franca na 6ª feira

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Rovena Rosa/Divulgação
Enfermeiros dizem que decisão é 'monocrática' e ministro 'se colocou contra mais de 2 milhões de trabalhadores de enfermagem'
Enfermeiros dizem que decisão é 'monocrática' e ministro 'se colocou contra mais de 2 milhões de trabalhadores de enfermagem'

A suspensão da Lei 14.434/22 que cria o piso salarial da enfermagem pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou reação dos profissionais da área em Franca. Nesta sexta-feira, 9, os trabalhadores de enfermagem farão manifestação em frente à escola Industrial, no Centro, das 7h30 às 13h. "A Enfermagem vai parar", dizem panfletos que estão sendo divulgados na cidade pelas lideranças.

Barroso suspendeu a lei no domingo, 4, um dia antes do primeiro pagamento com os valores do piso, programado para esta segunda-feira, 5. Conforme aprovado e sancionada pelo Governo Federal, a lei concederia um piso de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem.

A decisão veio após pedido de entidades do setor da saúde, que argumentaram que o piso geraria uma sobrecarga financeira no setor, além de risco de demissão em massa.

A decisão provocou uma reação negativa dos profissionais do setor de enfermagem. Em nota, a Federação Paulista da Saúde disse que se trata de "uma decisão monocrática, onde um só ministro se colocou contra mais de 2 milhões de trabalhadores de enfermagem, não levando em conra que é este batalhão que cuida da sua saúde e da população brasileira que soma mais de 210 milhões de pessoas".

Como forma de protesto e repúdio, a manifestação da classe foi marcada para o dia 9 de setembro, com o setor ainda ameaçando tomar outras medidas legais. "Enquanto isso não acontecer (reversão sa decisão), utilizaremos todas as vias possíveis, jurídicas ou por meio de manifestações públicas que podem incluir a greve, para exigir respeito aos profissionais de saúde".

Os organizadores do manifesto em Franca pedem apoio e reforçam que não serão aceitas manifestações e apoios políticos.

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