SAÚDE PÚBLICA

Sintomas gripais levaram mais de 26 mil pessoas às unidades de saúde de Franca em agosto

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Lotação na sala de espera do Pronto-socorro Municipal 'Dr. Álvaro Azzuz': cenário tem se repetido com constância
Lotação na sala de espera do Pronto-socorro Municipal 'Dr. Álvaro Azzuz': cenário tem se repetido com constância

Quem buscou atendimento em uma das unidades de saúde de Franca nas últimas semanas se deparou com ambientes lotados e teve de exercer a paciência. E o que tem motivado a maioria dos pacientes a procurar atendimento médico? Sintomas gripais.

Um levantamento feito pela Secretária de Saúde do município mostrou que, nos 31 dias do mês de agosto, mais de 26 mil pessoas procuraram a rede de saúde para tratar sintomas tipicamente de quadros gripais, como febre, dor de cabeça, coriza, dor de garganta e tosse.

Na hora do "aperto", indica o levantamento, é ao Pronto-socorro “Dr. Álvaro Azzuz” que os francanos mais recorrem. Por lá,14.832 pessoas foram atendidas, uma taxa média diária de 478 casos. O Pronto-socorro Infantil vem em seguida, com 7.166 atendimentos (média de 231 casos/dia).

Ainda segundo o levantamento, as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto e do Jardim Anita também tiveram um grande fluxo de pacientes em agosto. A UPA da zona Sul concentrou o maior número de consultas, com 3.391 casos. A da zona Oeste atendeu 1.434 casos.

De acordo com o médico Homero Antônio Rosa Júnior, responsável pela Vigilância Epidemiológica de Franca, o cenário de grande demanda nos sistemas de atendimento em razão de doenças sazonais não se restringe à cidade, sendo um quadro comum a toda a região. “Temos períodos de sazonalidades bem determinadas de algumas doenças e, normalmente, as doenças de verão são totalmente diferentes das de outono e inverno. A alternância de temperaturas típica do inverno e a baixa umidade relativa do ar dificultam as nossas defesas de vias aéreas, e é desta forma que suge o aumento das doenças respiratórios neste período”, afirmou o médico.

A escassez de chuvas, para Homero, contribui diretamente para alavancar os registros de quadros gripais e, por isso, o número de casos deve cair com o fim da estiagem. “Em julho, agosto e setembro tem mais casos e, lá para outubro, com a volta das chuvas, é que vamos ter uma melhora. Neste período em que estamos, são comuns os quados de problemas respiratórios, desde os mais leves até os mais graves, principalmente em crianças e idosos, mas, logicamente, podendo afetar também os adultos”, disse.

Homero lembra ainda que o aumento de casos gripais traz consigo o crescimento de outros tipos de doenças, como conjuntivites e diarreias virais. “As pessoas precisam minimizar o problema do ar seco nesta época do ano. É preciso se hidratar mais vezes ao dia, deixar os ambientes o mais úmidos possível --usando toalhas molhadas ou umidificadores de ar--, e lavar as narinas e olhos com soro fisiológico”, afirmou o médico.

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