O candidato ao governo do Estado de São Paulo Gabriel Colombo (PCB) faz campanha política nesta sexta-feira, 2, em Franca. A exemplo de outros candidatos, ele também foi entrevistado pela rádio Difusora e portal CGN para falar de suas propostas de governo. Aos 32 anos de idade, esta é a primeira vez que Colombo busca um cargo eletivo, aparecendo com apenas 1% nas últimas pesquisas de intenção de voto entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.
“Nós entramos com a proposta de nossa candidatura sem nenhuma ilusão de ir ao segundo turno nem mesmo de vencer as eleições, mas com o objetivo de apresentar um programa político que represente a maioria da classe trabalhadora da nossa população. As candidaturas que estão à frente (na pesquisa) tocam políticas que massacram a nossa população. A gente percebe hoje aumento da fome e do desemprego, os baixos salários, a precarização dos serviços públicos. Ter voto seria fortalecer esse projeto”, disse.
Apesar de ser novato na política, Colombo diz que há 13 anos está envolvido com a política, inserido na luta popular, principalmente entre a classe jovem universitária.
Programação
Em Franca, Colombo vai participar de palestras na Unesp e no Ipra (Instituto Práxis de Educação e Cultura), com vários temas, entre eles a reforma agrária. “A gente propõe uma reforma agrária popular para erradicar, acabar com a fome no Estado e também gerar empregos. O agronegócio hoje não atende aos interesses da maioria da população. O primeiro dado mais escancarado disso é o recorde na produção, de exportação e de lucros dos grandes empresários do agronegócio. Ao mesmo tempo, a gente bateu o recorde de números de pessoas em situação de fome. São 33 milhões de brasileiros com fome. 116 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. Isso é gravíssimo”, disse Colombo, que é engenheiro agrônomo.
Sobre a crescente população de moradores de rua, Colombo disse que o primeiro passo é promover políticas públicas, com aluguel social e programas que possam reconduzir essas pessoas ao mercado de trabalho. “Assim como tem terra improdutiva que não cumpre sua função social no campo, a gente tem também moradias na cidade que devem ser destinadas para moradia popular”.
Colombo disse ser contra a privatização e defende a construção de equipamentos públicos, inclusive hospitais. “Nós tivemos três décadas de sucateamento dos investimentos públicos na saúde. Além de destinar parte expressiva dos recursos públicos para compra de serviços em hospitais privados e destinar a gestão dos serviços públicos para as organizações sociais de saúde, terceirizando, precarizando as condições de trabalho, reduzindo a quantidade de servidores, de médicos, de enfermeiros, desde a unidade básica de saúde até aos hospitais. A gente quer mudar essa lógica. Destinar todo o investimento público para a saúde pública. Isso implica em abertura de concursos públicos, geração de empregos, boas condições de trabalho”.
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carlos 02/09/2022Matéria exemplar.