O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira (31) ser um "serviço pesado" explicar seu diagnóstico e propostas para a economia do país para moradores de favelas.
A fala foi feita durante palestra a empresários na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). Ele fez um comentário após ser parabenizado pela fala de cerca de 45 minutos.
"Na verdade é um comício, né? Um comício para gente preparada. Você imagina eu explicar isso na favela? É um serviço pesado", disse ele.
A campanha de Ciro tem sido voltada justamente para o eleitorado mais pobre, ao propor uma renda mínima de R$ 1.000, maior do que os adversários, a taxação de grandes fortunas e a lei antiganância, para limitar a cobrança de juros em empréstimos.
A aproximação dos mais pobres foi definida como prioridade pelo marqueteiro João Santana, que determinou que a primeira agenda de campanha fosse na periferia de São Paulo. No dia 16, Ciro chegou antes das 8h ao bairro de Guaianases, no extremo leste e um dos locais mais pobres da cidade.
Na agenda, entre pedidos de desculpas por interromper o trânsito no bairro, ele falou sobre seu programa de transferência de renda batizado de Eduardo Suplicy, um dos quadros mais tradicionais do PT em São Paulo, o que incomodou alas petistas. Ciro também anunciou projeto de financiar smartphones em 36 vezes e ampliação de redes wi-fi gratuitas na periferia.
Antes da fala na Firjan, o candidato participou de uma caminhada na rua do Saara, mercado popular do Rio de Janeiro. Ciro estava ao lado do ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT), candidato ao governo estadual.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (18) mostra que Ciro mantém 7% -distante de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47%, e do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 32%. Trata-se do mesmo percentual registrado pelo pedetista no levantamento divulgado no fim de maio.
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Comentários
5 Comentários
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Tiago 01/09/2022Aposto 1 real que quem quer essa regulamentação sao taxistas que querem o privilegio de poder fazer poucas corridas por dia com preco mais alto. Mas os tempos mudaram e terao que se adaptar. Caso sao realmente motoristas de aplicativo que querem isso pode ser um grande tiro no pe. -
Tiago 01/09/2022Quanta burrice. Ja vou avisando que meter o governo nisso vai deixar o serviço mais caro e péssimo. Uso uber todos os dias mas posso vair fora facinho. -
MULLER FERREIRA MALTA 01/09/2022Isso vão pedindo pro estado entrar mais em suas vidas vão. -
Antônio Carlos 31/08/2022Só na Franca mesmo, quer ser regulado vira táxi -
Ilton 31/08/2022Regulamentar oque? Que gente burra! Quem estiver insatisfeito com aplicativos que saia da do ofício. Chamar governo para regular etc etc é a treva. Pode escrever, anota aí, vai deixar de existir liberdade e preparem se para pagar taxas e prestar contas da sua atividade. De boa intensão o inferno está lotado.