ELEIÇÕES 2022

ONGs pedem ao TSE que proíba atirador de andar armado na eleição

Por Ricardo Balthazar | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Agência Brasil/Arquivo
Mais de 673 mil pessoas têm suas armas registradas como CAC no Exército
Mais de 673 mil pessoas têm suas armas registradas como CAC no Exército

Um grupo de organizações dedicadas à defesa dos direitos humanos pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que proíba pessoas registradas como caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de circular com suas armas e suspenda o funcionamento de clubes de tiro no primeiro e no segundo turno das eleições.

Em sessão prevista para a noite desta terça-feira, 30, o TSE analisará consulta pública feita por partidos de oposição que pedem restrição ao porte de armas nos locais de votação e no interior das seções eleitorais nos dias 2 e 30 de outubro, quando serão realizados os dois turnos das eleições deste ano.

As ONGs defendem restrições amplas, fora dos locais de votação, dirigidas especialmente a quem tem registro como CAC no Exército. Mais de 673 mil pessoas têm suas armas registradas dessa forma no Exército. A legislação permite que elas carreguem armas no trajeto entre suas casas e clubes de tiro.

Deputados estaduais têm patrocinado projetos de lei para garantir aos CACs o direito de andar armado em qualquer situação, embora o assunto seja de competência federal. O grupo cresceu nos últimos anos com as medidas tomadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para facilitar o acesso da população a armas.

A manifestação dirigida ao TSE foi assinada por representantes do Instituto Sou da Paz, da Conectas e de outras seis organizações que atuam na defesa de direitos humanos, Instituto Igarapé, Instituto Marielle Franco, Instituto Alziras, Mulheres Negras Decidem, Justiça Global e Instituto Valdenia Menegon.

Eles dizem que as restrições são necessárias para "garantia da segurança e da paz no processo eleitoral do ano de 2022, da soberania do Estado Democrático de Direito e resguardo da integridade de eleitoras, eleitores, colaboradoras e colaboradores, em especial dos grupos socialmente vulnerabilizados".

Ao justificar o pedido de suspensão das atividades dos clubes de tiro nos dois turnos, as organizações argumentam que sua fiscalização pelas autoridades é frágil e muitos estão localizados perto de escolas e outros locais de votação, representando "riscos adicionais à segurança no período eleitoral".

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