Após dois anos interrompida pela pandemia, a Francal Ablac Show voltou a acontecer nesta semana. A 52° Francal aconteceu entre os dias 22 a 24 de agosto em São Paulo, reunindo expositores do Brasil todo. Este ano a Francal contou com a participação de 80 marcas, que expuseram sapatos, bolsas e acessórios.
Segundo Fernando Ruas Marques, diretor de Negócios da Francal Feiras, novos lojistas digitais marcaram presença em peso na feira. “Percebemos uma movimentação muito grande do lojista digital, que está começando a despertar para o universo das fábricas de calçados e a entender melhor o produto. Também tivemos expositores que participaram pela primeira vez”.
Entre os visitantes brasileiros este ano, a Francal contou também com visitantes de 23 países. Entre eles estavam presentes compradores da América Latina, África, Europa e até da Arábia Saudita. “Foi uma grande surpresa, pois esta não seria uma data propícia para o mercado internacional, e mesmo assim eles vieram espontaneamente. Eles não foram só numerosos, mas muito qualificados, fizeram compras de volume. Os expositores ficaram muito felizes por receberem tantas visitas internacionais qualificadas, o que não foi exatamente o foco quando idealizamos a feira”, disse o diretor de negócios da Francal.
O evento contou com uma programação extensa, que foi dividida entre os três dias de evento. A Francal Ablac Show criou o Espaço 100% Varejo, que ficou sob a curadoria do Instituto Europeo di Design (IED) e do Mercado Livre. Foram 17 horas de conteúdo sobre diferentes temas que impactam o dia a dia de milhares de lojistas e profissionais do setor, onde o marketplace, o crescimento do live commerce e as mudanças de comportamento do consumidor foram os pontos centrais.
Mídias sociais
Desde a pandemia, lojistas tiveram que se adaptar com a nova forma de vendas, que de presencial passou a ser on-line. Muito se engana quem acha que essa maré de vendas on-line iria passar. Ela só vem aumentando e a principal forma de venda dos lojistas.
“Digitalizar o lojista profissional, pois se ele não fizer esse movimento, vai ficar para trás no negócio dele. Então, a gente busca que ele tenha essa consciência e faça essa transição da melhor maneira possível. A pandemia gerou uma necessidade e um grande problema. Muitos não estavam preparados e saíram querendo digitalizar de qualquer jeito. Abriram um portal na internet e acharam que resolvia o problema, o que não resolve. Existe toda uma estratégia e um investimento na internet e nas redes sociais para atrair tráfego, o que é muito mais fácil através de um marketplace. O Mercado Livre, por exemplo, foi o patrocinador da Francal Ablac Show. Ele rende 30 milhões de buscas por calçados por mês. São mais buscas por produtos do que o Google. O e-commerce é de uma importância cada vez maior, por isso oferecemos palestras sobre como incrementar as redes sociais, divulgar e operar o e-commerce através do Mercado Livre”, explicou Fernando Ruas Marques, Diretor de Negócios da Francal Feiras.
As vendas online foram refletidas em todo o país, mas empresas francanas também sentiram as vendas serem alavancadas com ótimo crescimento. "Com a pandemia, vimos um bom crescimento das vendas online, que vieram para ficar de vez. Agora estamos chegando no nosso ponto de equilíbrio, com as vendas virtuais estabelecendo um parâmetro nivelado. Ainda assim, vale a pena para as marcas investir em redes sociais, e-commerces e marketplaces para valorização de suas marcas próprias, o que é ótimo para a nossa cidade, que já é nacionalmente conhecida como “capital do calçado”, explicou Márcia Alves, secretária executiva do Sindifranca.
Marcas presentes
Entre as 80 marcas que estiveram presentes no evento, cinco micros e pequenas indústrias de Franca foram subsidiadas pela Prefeitura para participar da 52° Francal. As empresas ficaram expostas no estande coletivo “Espaço Moda Franca”.
A prefeitura investiu R$ 60 mil no ambiente coletivo, com estandes individuais. Além das cinco micros e pequenas indústrias, fora do coletivo houve a participação de outras como a Clave de Fá, Sândalo, Leve Comfort e Byara.
Segundo Márcia, a expectativa de vendas para esse fim de ano é boa. Espera-se aumento nas vendas em relação ao ano passado de pelo menos 5%. A maioria das empresas foi para a feira com entregas apenas para novembro e dezembro deste ano, o que revela um mercado aquecido.
“Poderíamos vender mais, porém a dificuldade das empresas está na falta de pessoal especializado disponível para assim aumentar a produção de calçados de forma mais rápida”, diz a secretária do Sindifranca.
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