Levanta de madrugada e monta sua barraca na praça, rua ou avenida. Recebe fregueses fiéis e aqueles que estão dando uma "olhadinha". Com ele se compra frutas e verduras, temperos, frango, carne vermelha, ovos caipira e o pastel com caldo de cana. Nesta quinta-feira, dia 25 de agosto, é comemorado o Dia do Feirante. Tradição que permanece viva em Franca.
As ruas estão vazias, os postes e os poucos veículos que passam iluminam o ambiente e o silêncio predomina. Mesmo com grande parte da cidade dormindo, aos 69 anos, Paulo Roberto Ponce chega às 3 horas, todas as quartas-feiras, na praça Carlos Pacheco, em frente à Casa da Cultura e do Artista Francano, no Centro.
Ao lado da mulher Maria Tereza Ponce, de 64 anos, monta sua barraca e arruma seus produtos em uma hora e meia. Os primeiros clientes surgem, e o silêncio perde espaço por volta das 5 horas. Alguns deles, rostos já bem conhecidos.
"Sempre tem aqueles que passam perguntando preço. Quando o freguês fiel falta, você sente falta dele, porque está toda feira", diz o feirante.
Há 27 anos, o ganha-pão de Paulo Roberto é a feira, ofício que aprendeu com o pai. "Sempre gostei. Desde criança sempre mexi com comércio, então a gente já está habituado".
Com o dinheiro do trabalho, levou comida e conforto para sua mulher e seus três filhos: Karina, Taciana e João Gabriel. Hoje, a feira "está criando os netos" Ana e Francisco.
Para o público, o feirante já deixa alguns dos produtos vendidos. "O queijo, por exemplo, é R$ 38,90. A costelinha e o lombo caipira são R$ 25,90 kg. A farinha temperada R$ 18 kg e a de mandioca R$ 14".
A barraca do Paulo Roberto e da Maria Tereza está montada as quartas-feiras próxima ao Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de Franca; as quintas-feiras na praça Carlos Pacheco; aos sábados no bairro Estação e aos domingos na avenida Major Nicácio. Em todos os casos no período da manhã.
Estampou o Comércio da Franca
Aguinaldo Motta, de 55 anos, é mais um "filho da feira". O morador do Jardim Noêmia trabalha como feirante há 40 anos.
Não é para menos que estampou uma das páginas do saudoso jornal Comércio da Franca, no ano de 2008. A reportagem falava sobre a vida na feira, em especial da banca 24 horas de Aguinaldo. A foto é guardada com muito carinho na VW Kombi, onde são transportados os produtos do dia.
Aguinaldo Motta segurando uma edição de 2008 do jornal Comércio da Franca
Assim como Paulo, a feira ajudou na construção da história de Aguinaldo. "Criei meus dois filhos, uma família, construí minha casa e estou aí". Hoje, a filha Michelle é psicóloga, e o filho Rodrigo, engenheiro civil.
Aguinaldo ajuda Paulo Roberto e Maria Tereza no meio de semana, e no sábado e domingo gerencia sua própria barraca, onde vende abacaxi, laranja, melancia e mexerica. "Gosto de estar no meio do povão, gosto é de atender", finaliza.
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Comentários
1 Comentários
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MAURICIO FICO 25/08/2022patrocionador franca tem bons,agora o time precisa de reforço,um armador e um ala.urgente.