Obras do governo, seja municipal, estadual ou federal, já são demoradas por si só. Quando algo não sai como o planejado, elas se arrastam por mais anos e anos. Somente na região de Franca, 15 obras estão paralisadas, segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O pior de tudo é que já foram investidos R$ 7.906.539,16 em obras que até agora não serviram de nada.
A começar por Franca, que arrasta duas obras – uma de âmbito estadual, outra municipal – já por alguns anos. A primeira delas é a construção de um ginásio poliesportivo na Unesp, que foi paralisada em fevereiro de 2016. Esta é uma das únicas que o Estado pagou integralmente o valor do contrato, de R$ 618.418,25, e segue sem término, segundo o TCE.
A outra obra é a reforma da piscina do centro esportivo “José Ribeiro de Paula”, na Vila Santa Terezinha. O município investiu um montante de mais de R$ 1 milhão. De acordo com a Prefeitura, a obra de reforma da piscina do Santa Terezinha foi entregue em 2017 e há um processo aberto de auditoria para apuração da situação e adoção das medidas necessárias. Em abril deste ano, o Portal GCN fez uma reportagem sobre o local que não serve de lazer para a população – pelo contrário, com abandono e deterioração.
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Cristais Paulista
Poucos quilômetros de Franca, mais uma obra paralisada. Em Cristais Paulista, os serviços de recuperação da erosão causadas por águas de um bueiro na SP-334 estão pendentes desde fevereiro de 2020. O Departamento de Estradas de Rodagem é o contratante da obra, onde o Estado já investiu R$ 291.050,00.
São Joaquim da Barra
A cidade de São Joaquim da Barra tem duas obras inacabadas por atraso no repasse do Governo Federal e descumprimento de especificações técnicas e prazos: a construção de remanescente do centro cultural, onde mais de R$ 1,1 milhão já foi pago, e um recape de convênio que já recebeu R$ 255.726,63 de investimento. A primeira foi paralisada em 2021 e a segunda em 2020.
Guaíra
Guaíra acumula quatro obras paralisadas. Desde junho de 2018, a construção de linha de recalque, estação elevatória de esgoto e complemento de emissário no futuro bairro Orlando Garcia Junqueira, contratada pelo Departamento de Esgoto e Água de Guaíra. Mais de R$ 300 mil já foram investidos nesta construção.
As outras três, de âmbito municipal, são a ampliação da Unidade de Saúde da Família, paralisada desde março do ano passado; a construção da estrutura de balança rodoviária sobre piso, também paralisada desde maio de 2021 e a construção de emissários e ampliação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). Nestas, R$ 991.980,69 já foram pagos.
Igarapava e Ituverava
Igarapava e Ituverava têm, em cada uma das cidades, uma obra paralisada. Em Igarapava, a obra de drenagem pluvial nas ruas Zeca Marçal, José Alves Ferreira e Aristides Waldomiro Nery, paralisadas desde 14 de maio de 2020. O contrato é de R$ 866 mil e até o momento R$ 508 mil foram gastos na obra inconcluída.
Nuporanga
A cidade que mais investiu em obras que não tiveram serventias foi Nuporanga, a 50 quilômetros de Franca. O município está com quatro obras paradas por questões técnicas que vieram a ser conhecidas só depois da licitação e deficiência ou insuficiência nas informações do projeto. Em meio aos problemas burocráticos, mais de R$ 3,3 milhões já foram investidos nas obras inacabadas.
A primeira, reforma e adequação do Cine Teatro São Sebastião, paralisada em julho de 2020. A segunda, a construção de um Centro de Convenções em Nuporanga, travada em 2015. A reestruturação e ampliação do Centro Turístico “Antônio Ferreira Viana” teve a sua primeira etapa paralisada em 2018 e, por último, a construção do Parque Permanente de Exposições, que, segundo o TCE, parou em agosto de 2019.
Estado de São Paulo
O problema não é exclusivo da região de Franca, que, em comparação com o Estado de São Paulo, tem poucas obras inacabadas. No panorama geral do Estado, são 845 paralisadas ou atrasadas e investimentos de mais de R$ 21 bilhões em contratos iniciais. Entre os investimentos, a maioria é para a área de Educação, como escolas ou universidades.
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