A Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Franca aderiu ao Ato em Defesa do Estado Democrático de Direito. O movimento será aberto ao público e acontece às 10h30 desta quinta-feira, 11, na "várzea" da universidade, em Franca.
O ato condena declarações antidemocráticas feitas, em sua maioria, pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), na forma de ataques explícitos ao sistema eleitoral, ao STF (Supremo Tribunal Federal) e à democracia como um todo. A manifestação acontece nacionalmente e é encabeçada pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
Em Franca, assim como em todo país, será lida a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito. O texto foi redigido pela Universidade de São Paulo e pede respeito à democracia e ao sistema eleitoral. O documento já teve mais de 800 mil assinaturas por todo o Brasil.
O movimento deste ano foi inspirado na Carta aos Brasileiros, de 1977, que pedia a volta do Estado Democrático de Direito em pleno regime militar.
Além da leitura da carta, o evento em Franca conta com falas de acadêmicos, políticos e pessoas ligadas a movimentos sociais.
"Enquanto cidadãos devemos, a todo momento, demonstrar que não abrimos mão dos direitos conquistados pelos que lutaram antes de nós e que não aceitaremos calados qualquer retrocesso", disse Gustavo Carneiro, coordenador do CADir (Centro Acadêmico de Direito).
Até o momento, professores da Unesp e da FDF (Faculdade de Direito de Franca), representantes da Defensoria Pública e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e os candidatos a deputado estadual Guilherme Cortez (Psol) e a deputado federal Rafael Bruxellas (PT) confirmaram participação no evento.
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