As barracas instaladas na calçada do Centro Pop por moradores de rua devem ser retiradas pela Prefeitura de Franca nas próximas horas. A informação foi do próprio prefeito Alexandre Ferreira (MDB) durante entrevista à rádio Difusora, na manhã desta quarta-feira, 10.
Com a retirada dos moradores de rua que ficavam no antigo prédio da Mogiana, na Estação, pelo menos 10 foram acolhidos no Centro Pop, enquanto outros acabaram montando barracas na frente do equipamento social.
“Temos que respeitar aquela pessoa que decidiu morar na rua, oferecer políticas públicas que possam ajudá-las a saírem daquela condição. Mas temos que garantir que a comunidade possa ter acesso aos locais públicos sem serem insultadas, assaltadas no seu direito de ir e vir”, disse o prefeito, lembrando que nessa terça-feira ocorreu uma confusão na porta da unidade social, precisando da intervenção da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal.
Os moradores dos bairros próximos ao Centro Pop, principalmente da Vila Formosa, pedem uma providência das autoridades com relação à "invasão" das pessoas em situação de rua. Pelo menos seis barracas foram montadas em frente ao prédio.
“No Centro Pop, provavelmente amanhã (quinta-feira), a gente vai fazer uma ação lá também. Nós estamos conversando com eles, conversando com aquelas pessoas que estão ali. A gente está num processo e vamos fazer uma intervenção lá na porta”, disse o prefeito.
“Ele (morador de rua) tem direito de morar na rua se quiser, desde que ele não ultrapasse o direito do outro. Agora, furtos, roubos, agressões física e verbal não podem ser permitido. Isso é caso de polícia”, completou Alexandre.
Durante a entrevista, o prefeito criticou órgãos que tentam impedir as ações da Prefeitura na questão dos moradores em situação de vulnerabilidade. “A gente tem todas políticas públicas implantadas na cidade e tem gente que é contra, acham que eles devem ficar na rua, em qualquer lugar, que eles podem tomar conta dos prédios públicos”.
Alexandre finalizou dizendo que o Centro Pop tem regras a serem cumpridas, mas muitos não aceitam. “Teve um advogado lá que estava distribuindo cartão, dizendo que vai entrar com uma ação contra a Prefeitura por obrigar eles ficarem ali. Nós temos que manter o serviço em ordem e fazendo aquilo que tem que ser feito. Eu devo isso à população”.
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