FILA NA SAÚDE

Gorinchteyn pede força-tarefa para saber número exato de pacientes à espera de cirurgia

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Heloísa Taveira/GCN
Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, com prefeitos e secretários municipais da região nesta terça-feira, 9
Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, com prefeitos e secretários municipais da região nesta terça-feira, 9

O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, se reuniu em Franca na tarde desta terça-feira, 9, com secretários e prefeitos de 22 dos 23 municípios da região que compõem o DRS (Departamento Regional de Saúde) para traçar novas estratégias sobre o mutirão de cirurgias eletivas anunciado pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB).

O mutirão teve início em junho e deve seguir até, pelo menos, o fim do ano, pagando o dobro da Tabela SUS por cada procedimento. Ao Portal GCN, Gorinchteyn afirmou que no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Franca foram realizadas 234 cirurgias por mês desde que o projeto começou, e no restante dos hospitais, como a Santa Casa de Franca, mais 263.

Apesar dos números, o próprio secretário ressaltou que “é preciso se fazer mais”. Por isso, em reunião na DRS de Franca com os representantes da Saúde na região, foi solicitada uma “força-tarefa” para que o Estado identifique, de fato, quantas pessoas precisam de uma cirurgia eletiva.

“É fundamental que a gente entenda qual é o número real de pessoas que precisam de cirurgias. Hoje nós temos um número superior a 35 mil na região, mas essas pessoas estão aguardando ainda as avaliações para saber se elas têm indicação de fazer a cirurgia, se elas têm a condição clínica de terem a cirurgia naquele momento ou precisariam de uma compensação clínica”, disse.

Só depois de coletar todas as informações, é possível traçar um plano ainda mais efetivo para a realização dos procedimentos, segundo o secretário. Gorinchteyn deixou claro aos secretários municipais que o prazo destas cirurgias será estipulado somente depois de entender quantos são os pacientes e suas necessidades.

“Precisamos de celeridade. Não é só um problema de saúde pública – também de saúde pública, mas de humanidade. Temos que entender quais dessas cirurgias não são realizadas em nenhum dos nossos municípios da DRS de Franca. Talvez nós precisamos trazer profissionais de outras regiões para cá ou levar os pacientes daqui para outras regiões.”

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) esteve presente na reunião e agradeceu a presença do secretário estadual em Franca. “Não me lembro de ter visto um secretário estadual aqui para conversar com os secretários juntos. Não é fácil sair de São Paulo, vir para o interior para ouvir os problemas. Acho que é um avanço que vamos ter na região. Sei que vamos enfrentar um problema de espaço e capacidade, e acho que trazer a iniciativa privada para o processo é sim muito importante”, disse o prefeito, que afirmou ter conversado com os hospitais particulares de Franca para o auxílio no mutirão de eletivas.

Vagas de internação
Além do problema das filas extensas por uma cirurgia eletiva, Franca também passa por apuros no que se refere a vagas em ambientes hospitalares. O secretário reconheceu o problema e falou que o primeiro passo é o mesmo do mutirão de cirurgias: identificar qual a necessidade do aporte de vagas.

“Nós precisamos ampliar o número de vagas na assistência das pessoas aqui na região, e esse é um dos motivos da nossa vinda, que vai identificar o número de leitos que serão necessários. Precisamos resolver isso de uma forma breve, mas antes precisamos saber o quantitativo de vagas que nós precisaríamos na região para ser adicionado”, falou.

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