PATRIMÔNIO

Romário declara perda patrimonial de 90% e depois retifica valor

Por Juliana Braga | da Folhapress
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Reprodução/Instagram
Valor correto do patrimônio do senador Romário (PL-RJ) é R$ 5,9 milhões, segundo sua assessoria.
Valor correto do patrimônio do senador Romário (PL-RJ) é R$ 5,9 milhões, segundo sua assessoria.

O senador Romário (PL-RJ) declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) perda patrimonial de mais de 90% com relação a 2018, em seu registro de candidatura.

Após ser consultado pela reportagem, ele retificou o valor. Com o dado atualizado, o senador teve perda de 16,63% em relação a 2018, considerada a inflação.

Em 2018, quando concorreu ao governo do Rio de Janeiro, Romário afirmou ter R$ 5,5 milhões em quotas e quinhões de capital, depósitos bancários, um veículo, um terreno e um apartamento. A maior parte era referente a créditos decorrentes de três empréstimos, que somavam R$ 4.815.199,96. Todo o patrimônio, corrigido pela inflação, valeria hoje R$ 7.122.167,82.

Por engano, em 2022, Romário declarou ter apenas R$ 684.228,11. Os créditos decorrentes de empréstimos desapareceram. Formam o patrimônio atualmente quotas e quinhões de capital, um veículo, um apartamento, investimentos, uma poupança e uma aplicação VGBL.

"Houve um erro da contadora que cuida da minha declaração de bens, que esqueceu de registrar alguns itens. Haverá uma retificação junto à Receita Federal e, posteriormente, junto ao TSE", justificou.

O valor correto é R$ 5.937.588,12, segundo sua assessoria. Como ainda não foi protocolado no TSE, não houve acesso ao detalhamento dos valores. Considerando a inflação, representa perda de 16,63% em relação a 2018.

Romário é candidato à reeleição ao Senado pelo PL. Os suplentes não são os mesmos com os quais concorreu em 2018, quando disputou pelo Podemos.

Como primeiro suplente, foi registrado Bruno Bonetti (PL), aliado de confiança do presidente do diretório no Rio de Janeiro, o deputado federal Altineu Cortes. Ele foi escolhido no lugar de Rogéria Bolsonaro (PL), que desistiu do pleito.

A segunda suplência ficou com Miguel Rodrigues, pastor, como um aceno ao eleitorado evangélico.

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