LITERATURA

Academia de Letras empossa os quatro novos escritores 'imortais' de Franca

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Acadêmicos ao final da cerimônia com os quatro novos integrantes da Academia Francana de Letras
Acadêmicos ao final da cerimônia com os quatro novos integrantes da Academia Francana de Letras

Regada à música e poesia, a cerimônia que empossou mais quatro membros da Academia Francana de Letras aconteceu na noite desta sexta-feira, 5. Cada um deles descreveu a emoção em ocupar uma das 40 cadeiras que pertenceram a grandes nomes literários.

Bruno Piola foi o primeiro a ser empossado. O jornalista e escritor vai ocupar a cadeira de número 39, cujo patrono foi Vicente de Carvalho. Para Bruno, de 32 anos, é uma honra ter o trabalho reconhecido.

“Eu estou me sentindo nas nuvens. Para mim é uma honra ter o meu trabalho reconhecido pelos membros da academia e ao mesmo tempo poder representar um pouco da cultura da nossa cidade. A academia é um órgão muito importante para divulgar a cultura”, falou.

Na sequência, por ordem alfabética, foi empossada a professora e pesquisadora Maria Silvia Pereira Barbosa, que continuará o legado de seu avô João Alves Pereira Penha, patrono da cadeira 37.

“Esse é o ápice da minha carreira. Eu, como letrada, hoje tenho todo esse reconhecimento por meio da Academia Francana de Letras. Trago comigo a universidade, que é o lugar em que eu atuo e escrevo diariamente, e ocupo aqui a cadeira de número 37, cujo patrono é meu saudoso avô, professor doutor João Alves Pereira Penha. Ele também foi acadêmico, membro fundador, e hoje pude visitar muitas das memórias que fazem parte de nós dois, e a mais uma hoje em comum, que é a academia.”

Sônia Machiavelli, professora e jornalista, já é familiarizada com a Academia Francana há décadas, e também foi empossada nesta sexta-feira. A partir de agora, Sônia buscará trazer os registros do escritor Alfredo Palermo, patrono da cadeira 18, cuja cadeira promete ocupar com alegria.

“O que estou sentindo é um suco de emoções. Muitas emoções intensas, mas só boas. Meu coração está a mil. É uma alegria. Tenho na academia muitos amigos, amigos de longa data, de 30, 40 anos. Muitos que começaram sua vida escrevendo nos cadernos de letras que editei e continuo editando no GCN”, ressaltou.

Para finalizar, foi empossada a professora e escritora Tânia Mara Pinto, que enfatizou em seu discurso a patrona Carolina Maria de Jesus, que ocupava a cadeira de número 7.

“Estou feliz. Ocupar a cadeira de Carolina Maria de Jesus pra mim é uma honra imensurável, até pelo o quê Carolina representa, o que ela representa para o povo preto. Acho que ela precisa ter esse lugar de divulgação e me sinto honrada em pertencer à academia para poder desenvolver esse trabalho”, falou.

O presidente da Academia de Letras, José Lourenço, relembrou ao longo da cerimônia alguns dos escritores que passaram e deixaram seus registros na cidade, contribuindo sempre com a cultura de Franca. “Deram sua contribuição para o aprimoramento da cultura. É a cultura que facilita a existência e possibilita convivermos uns com os outros. A humanidade e a felicidade são as maiores conquistas da cultura”, frisou o presidente da entidade.

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Comentários

1 Comentários

  • Darsio 06/08/2022
    Essa é a Santa Casa que vive alegando não ter vagas para pacientes dos SUS, de modo que muitos tem esperado pelo milagre de surgir uma vaga de internação? E, agora a instituição espera que a população abrace a sua causa?