Franca aumentou em 11,86% o número de pessoas formalmente empregadas entre junho de 2021 e o mesmo mês de 2022. O percentual coloca o município com a maior taxa de geração de empregos entre as 25 maiores cidades do Estado de São Paulo.
Até junho do último ano, Franca contava com 85.469 pessoas empregadas. Doze meses depois, em junho deste ano, o município aumentou seu estoque para 95.609 empregos. Os dados fazem parte do levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
A disparada no número de postos de trabalho durante o período permitiu que o município liderasse o ranking de geração de empregos no Estado no que se refere ao percentual de aumento.
As duas cidades que chegam mais perto da 'Capital do Calçado' são Osasco e Jundiaí, com 10,2% de incremento. Entre as restantes, o percentual fica entre 4,8% e 9%, sendo Diadema, na região metropolitana de São Paulo, a cidade com a menor taxa.
A capital São Paulo encerrou o período com um aumento de 6,7%. Já Ribeirão Preto, que das grandes cidades é a mais próxima de Franca, cresceu 7,3%.
De acordo com o economista Adnan Jebailey, a disparada empregativa em Franca foi em grande parte impulsionada pela indústria. Ao longo desses 12 meses, o setor abriu 5.297 postos de trabalho, o que representa 52,2% da geração no município.
"No pico da covid-19, a indústria reduziu praticamente todo o seu quadro de trabalhadores. Então, agora, ela voltou a contratar com força e está até com dificuldade para encontrar toda a mão de obra necessária", disse Adnan.
Com o excelente resultado adquirido pelo município, Adnan tem a expectativa de que Franca siga bem na geração de empregos, mas depende de alguns fatores. "Deve continuar crescendo, mas talvez não nesse ritmo. Só que precisamos ver como deve seguir o processo eleitoral para vermos como um novo governo deve conduzir a política macroeconômica do país".
Confira o ranking na geração percentual de empregos no Estado de São Paulo (25 maiores municípios):
• Franca: 11,8%
• Osasco: 10,2%
• Taubaté: 10,2%
• Carapicuiba: 9%
• Ribeirão Preto: 7,3%
• Sorocaba: 7%
• Mogi das Cruzes: 6,8%
• Praia Grande: 6,8%
• São Paulo: 6,7%
• Bauru: 6,5%
• Itaquaquecetuba: 6,4%
• Piracicaba: 6,3%
• Limeira: 6,2%
• Santo André: 6%
• São Vicente: 5,9%
• Guarulhos: 5,7%
• Campinas: 5,6%
• São José do Rio Preto: 5,5%
• Santos: 5,4%
• São Bernardo do Campo: 5,4%
• Mauá: 5,3%
• Guarujá: 5,2%
• São José dos Campos: 5,2%
• Jundiaí: 5%
• Diadema: 4,8%
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