'NO LIMITE'

Lojistas e vizinhos da Mogiana pedem socorro: 'A Estação virou um antro de bandidagem'

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Edivânia Marquezini e Washington Bueno durante uso da Tribuna nesta terça-feira
Edivânia Marquezini e Washington Bueno durante uso da Tribuna nesta terça-feira

O número de moradores de rua concentrados na região da Estação de Franca impressiona quem transita pelo local e causa preocupação aos comerciantes e moradores. A situação levou representantes dos comerciantes e antigos moradores do bairro à Câmara Municipal, nesta terça-feira, 2, para pedir uma solução. O prédio da antiga Mogiana é o local que os moradores de rua ficam alojados.

Moradora próxima ao prédio da Mogiana há quase 30 anos, Edivânia Maria Borges Marquezini disse que vem convivendo com a insegurança, furtos e sujeira. “Estou ficando doente. Eles invadiram uma casa próxima à minha, e ninguém toma providência. Eles furtam, defecam na porta das casas. Essa situação está fora de controle. Muitos não são de Franca”, disse ela.

O comerciante e advogado Washington Luiz Bueno pediu providência conjunta entre os poderes para resolver a situação. “A Estação virou um antro de bandidagem e de pedintes. Nós somos pagadores de impostos e pedimos as autoridades competentes para resolver esse problema, com uma revisão do TAC (Termo de Ajuste de Condutas). Um cidadão defecar na via pública certamente será preso. Já os moradores de rua, que à vezes nem são de Franca, podem. Estamos indignados com essa situação que parece não ter fim”.

José Baltazar Taveira, comerciante há mais de 30 anos no local, acredita que a revitalização do antigo prédio da Mogiana anunciada pela Prefeitura poderá ajudar a amenizar a situação no local. “Os moradores de rua se concentraram todos na Estação. Saíram do viaduto Dona Quita e foram pra lá. Nós estamos sendo muito prejudicados. Não tem segurança, a clientela está sumindo. Estamos desesperados. Nossa esperança é que essa revitalização saia do papel para movimentar o prédio que está abandonado há décadas e servindo de moradia para essas pessoas”, disse o comerciante.

Segundo o último censo realizado pela Prefeitura de Franca, há 590 moradores em condições de rua na cidade, cadastrados pela Ação Social. Mas esse número deve ser pelo menos o dobro, segundo alguns vereadores.

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