DRAMA FAMILIAR

Menina de 10 anos com tumor cerebral raro busca recursos para tratamento na Espanha

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Maria Clara tem que realizar um outro procedimento ao fim da quimioterapia, em setembro
Maria Clara tem que realizar um outro procedimento ao fim da quimioterapia, em setembro

Em poucas semanas, um tumor raro comprometeu quase toda a visão da pequena Maria Clara Miranda, de 10 anos. O diagnóstico de germinona, um tumor cerebral, veio em março deste ano e, desde abril, a criança faz o tratamento com quimioterapia.

Assim que recebeu a notícia, Jéssica Miranda, mãe de Maria, sentiu que estava vivendo um pesadelo. A menina é sua única filha, e ela a descreve como uma criança carinhosa, educada, estudiosa e cheia de vida. “Quando eu recebi o diagnóstico de um câncer no cérebro, eu demorei a acreditar. Eu senti minha vida acabar ali, só senti um enorme vazio e medo estremecedor. Somos muito apegadas, há dez anos eu vivo por ela e para ela”.

No tratamento, depois de quatro sessões e uma biópsia, já houve uma melhora significativa na visão. “Antes ela não enxergava nada do olho esquerdo e menos de 30% do olho direito, agora já melhorou, mas não consegue assistir à TV ainda nem ler nada em letras menores”, diz a mãe. Cerca de 60% da visão da menina ainda está comprometida.

Ao final das sessões de quimioterapia, que terminará no meio do mês de setembro, Maria Clara terá mais um passo para o tratamento. No Brasil, o procedimento seria a radioterapia convencional, mas é uma medida arriscada que pode atingir, além do tumor, tecidos saudáveis do cérebro, causando ainda mais sequelas.

A alternativa encontrada pela mãe foi buscar a prontoterapia, que é um tratamento que vai com precisão ao local que precisa ser irradiado. No entanto, é um procedimento que só existe na Espanha e tem um alto custo.

“Foi liberado pela Anvisa em 2017 pra se ter aqui no Brasil, mas pelo custo alto do equipamento nenhuma instituição de saúde nem o governo trouxe ainda. Por isso estou fazendo a campanha para levá-la até a Espanha, para que ela faça um tratamento moderno e eficaz na cura de tumores cerebrais infantis”, diz a mãe.

A família estima que seja necessário o valor de R$ 700 mil, sendo R$ 500 mil o preço do procedimento e o restante para arcar com custos de viagem, estadia e alimentação pelo tempo que for necessário. Apesar do valor elevado, Jéssica não desiste de conseguir o tratamento para a filha. “A Maria vem superando bem, com muita força, e hoje voltei todo meu medo e dor para minha fé e esperança de que tudo vai dar certo para nós”.

Doações podem ser feitas através de pix e com colaboração na Vakinha:
PIX: CPF/104.062.256-99 ou Vakinha

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