Mau cheiro, sujeira, bagunça e pedintes. Essa é a situação nas calçadas da estação ferroviária da Mogiana, no bairro Estação. Mesmo após a Prefeitura de Franca realizar uma força-tarefa para limpar e oferecer ajuda aos moradores em situação de rua, o local caminha como a situação anterior.
As valas da calçada exalam um cheiro pútrido. Dejetos humanos ali presentes fazem com que o local fique nojento ao ponto de distanciar as pessoas que tentam transitar pelo local. “Eles voltaram todos, agora estão aqui roubando, dorme o dia inteiro, rouba de noite, defeca no ponto de táxi, roubam as lojas”, relata João Silva, 64 anos, que trabalha como taxista há dois anos e se mostra indignado com a situação que a estação passa.
O taxista aponta o aumento na concentração de pessoas em situação de rua recentemente. “Antes de limparem aqui, eles eram 7 ou 8 pessoas, agora depois de limpar, aumentou a moradia deles. Agora tem cerca de 25 a 30 homens e umas 7 mulheres, tudo fazendo prostituição na barraca deles, usando o ponto de táxi como o banheiro deles”, relata João. “É o dia inteiro bêbado e brigando aqui na estação. Ninguém agita, ninguém faz nada. Isso aqui não tem jeito mais, a população já não aguenta mais”, finalizou.
Muitos dos moradores ficam pela rua pedindo dinheiro na frente das agências bancárias ou para qualquer pessoa que passe na rua. “Claro, eles merecem ter um outro tipo de vida, são iguais a nós todos. Mas o que a gente vê aqui está transtornando o local e o ambiente de trabalho da gente”, reclama a faxineira de uma das agências, Sandra Ferreira, 44.
“Eu acho um absurdo: 8 horas da manhã eles recebem o café da manhã, meio-dia vem o pessoal que dá o almoço, aí tem uns que vêm para cortar cabelo, e tem o pessoal que para o carro para dar roupa e calçado. É um absurdo esse tipo de situação”, finaliza a faxineira.
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