Está em alta a procura por vinhos, sejam eles tintos, brancos e até mesmo os vinhos rosé. Com variações de aroma, sabor, textura e acidez, cresce o consumo de vinhos finos em Franca.
Não só o consumo, mas o cultivo nas vinícolas também cresceu. Do começo deste ano até o mês de junho, a taxa de consumo de vinhos nacionais subiu 5,2% para vinhos finos e 4,9% para os de mesa populares, em relação a 2021.
"O vinho de mesa no Brasil ainda representa 85% da produção, e vinhos finos de qualidade 15%. É um oceano azul de oportunidades para aumentarmos a produção de vinhos finos e trazer novidade para o consumidor brasileiro", explica João Barbosa, 25, proprietário da Adega Galo Branco.
A infraestrutura para o plantio das uvas ganha força no Brasil e região. Segundo João, "hoje o Brasil cultiva vinho de qualidade de norte a sul, e o produtor busca altitude e amplitude térmica". Em Franca, ainda é predominante o consumo do vinho de mesa, em sua maioria nacional.
Mas não só de vinhos tintos e de mesa é formado o crescimento do mercado. Recentemente uma nova estrela vem à tona, o vinho rosé. Thiago Magalhães, também funcionário de uma das famosas redes de vinhos em Franca, é apaixonado pelo contraste “suave”.
Para Thiago, o vinho rosé é uma ótima forma de se introduzir ao mundo dos vinhos. “Ele é fácil de tomar, por ser mais suave o paladar, não tendo tanto o tanino (componente da uva) quanto no vinho tinto. Um exemplo disso é quando você toma o vinho, e ele não puxa a boca com a acidez”, explicou o funcionário.
E além do vinho tinto, branco e rosé, uma coisa também difere muito o seu sabor, aroma e tantas outras características do seu próprio universo, e isso se dá de onde o vinho é feito, mais especificamente falando dos importados. Em Franca, tanto na rede de mercado Savegnago e na Adega Galo Branco, suas vendas são quase que divididas entre o nacional e internacional.
No mercado, a maioria dos vinhos importados é do Chile. “O destaque de venda, considerando todas as lojas, é predominante para os vinhos chilenos, seguido-se argentinos e de Portugal. Quanto ao corpo dos vinhos, é uma informação técnica peculiar de cada vinho dependendo da uva e região, sendo a predominância das vendas os vinhos tintos. Atualmente o rosé tem ganhado espaço nas vendas”, acentua Marcos Leite, gerente de Trade Marketing do Savegnago.
No caso da Adega do João, é um pouco diferente. "Os vinhos portugueses são o carro-chefe da loja. Agradam bem principalmente os de entrada”, explica o proprietário, e ainda dá uma dica de cardápio, sendo os vinhos portugueses “fáceis de tomar, pouco tanino e versáteis com pratos mais leves”.
João Vitor Barbosa, proprietário da Adega Galo Branco: em suas mãos, um vinho Valmarino Pinto Bandeira, produzido no Rio Grande do Sul
Thiago Magalhães: um dos vinhos rosé que fazem parte de sua vida
Expovinhos, evento anual de maio a julho
O Savegnago, todos os anos, realiza o evento Expovinhos, com o intuito de promover a cultura das bebidas diretamente ao brasileiro. “O período do evento da Expo acontece da última semana de maio até a última semana de julho.
No período da Expovinhos, são trabalhados junto com os vinhos outras categorias como queijos especiais, cervejas, destilados, azeites e pães”, explica o gerente de Trade do Savgnago, Marcos Leite.
Na Expovinhos, é possível encontrar os mais variados tipos de vinhos e entender como cada desses tipos se encaixam nas mais diversas ocasiões.
Vinhos rosé, tinto e branco
Indicado para as noites mais frias, o vinho tinto é o mais tradicional e é obtido por meio de uvas tintureiras, ou seja, que dão bastante cor ao suco. Esse é o melhor vinho para carnes e queijos de sabor mais acentuado.
O vinho branco é mais leve, e obtido por meio das uvas brancas ou roxas sem a pele, para não ocorrer interferência na coloração. Essa classe de vinho é mais adocicada e refrescante. A combinação para o vinho branco se dá por peixes grelhados, frutos do mar, saladas elaboradas e massas mais leves.
Enquanto no vinho tinto a uva entrega bastante cor, e no vinho branco as cascas são retiradas para evitar a coloração, para produzir o vinho rosé foi encontrado um meio termo. O vinho rosé tem a leveza do vinho branco, mas é um pouco mais encorpado, como o vinho tinto. Carnes brancas, pizzas leves e massas dão um toque especial à bebida, perfeita para acompanhar aperitivos.
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