Há cerca de um ano, Alrindo Borges Santana, de 53 anos, lutava contra a covid-19. Foram 15 dias intubado para o tratamento da doença, que gerou diversas sequelas – entre elas, a perda da fala.
Depois da alta médica, Alrindo realizou a primeira cirurgia de traqueostomia. Com novas complicações, ele precisa de outra, e espera há mais de seis meses pelo procedimento.
Abrindo, que era servente de pedreiro, faz acompanhamento no NGA e, segundo a filha Jéssica Santana, a cirurgia só pode ser realizada em Ribeirão Preto.
“O médico falou que o caso dele é delicado. Já faz sete meses que ele perdeu a fala, e agora tem que fazer outra cirurgia. Se não fizer, vai prejudicar ainda mais”, disse a filha. “Aqui em Franca já não tem como fazer mais nada, só em Ribeirão Preto, mas nunca sai a vaga”, desespera-se.
Enquanto espera, Jéssica relatou que o pai não respira pela boca nem pelo nariz, somente pela traqueia. Além disso, sente muitas dores, não dorme bem à noite, fica só sentado e pede muita ajuda. “Nada está adiantando”.
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