Onze candidatos por Franca foram confirmados nas Eleições 2022 nas primeiras 72 horas das convenções partidárias no Estado de São Paulo. O período de oficialização dos nomes para disputar o pleito começou na última quarta-feira, 20, e segue até o dia 5 de agosto.
O número pode ser considerado alto tendo em vista que apenas quatro legendas realizaram suas convenções. Os primeiros nomes de Franca saíram pelo PL. O partido do presidente Jair Bolsonaro confirmou a Delegada Graciela como candidata à reeleição para deputada estadual e o seu irmão, o delegado Davi Abmael, para deputado federal. Ainda na sigla, Graciela concorre com a Dra. Cristiany de Castro para estadual.
Outro partido a oficializar seus candidatos foi o MDB. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Alexandre Ferreira anunciou o vereador e presidente da Câmara Municipal de Franca, Claudinei da Rocha, para federal. “Estou no terceiro mandato, e toda minha experiência no Legislativo estarei dedicando em Brasília pra ajudar nosso prefeito Alexandre”.
Ainda nas imagens, o chefe do Executivo anunciou Rosana Branquinho, que é ligada ao setor de turismo e empreendedorismo, para deputada estadual. “Pra mim é uma honra muito grande estar aqui nesse partido e vamos juntos rumo ao desenvolvimento sustentável”, disse Rosana. No vídeo, Alexandre e os candidatos estavam acompanhados por Fernando Baldochi, presidente do MDB em Franca.
A maior bancada por Franca até agora, e deve se confirmar ao final do período de registros das candidaturas, é do partido NOVO. São cinco nomes, sendo dois para federal e três para estadual. Danilo Rezende e Sidney Elias almejam uma cadeira na Câmara Federal. Já Fernando Martins, Leone Luiz de Faria e Luís Frei buscam pela Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).
Na noite dessa sexta-feira, 23, a empresária Flávia Lancha teve sua candidatura a deputada federal oficializada pelo PSD.
Muitos candidatos... É bom?
A legislação eleitoral permite que a legenda escolha mais de um nome por cidade. Estratégia que pode prejudicar o próprio candidato. “Ele está disputando em tese o mesmo perfil ideológico de votos, ou seja, a pessoa que tinha uma tendência a votar naquele partido vai dividir sua atenção entre todos os candidatos daquele partido ou daquela linha ideológica”, explica o jornalista, colunista e ex-vereador de Franca, Corrêa Neves Jr.
No papel, essa fragmentação de votos dificulta uma eleição já complicada para os candidatos da cidade. “Vai precisar de, pelo menos, 100 mil votos no federal e 60 mil votos no estadual. Franca tem de votos válidos 120 a 130 mil. Teria que um candidato federal ter quase todos os votos de Franca para ser eleito”.
A conta de votos fecha apenas para o partido que busca o coeficiente eleitoral para eleger o maior número de deputado possível. “Vão ajudar a suas legendas a fazerem mais candidatos, porque por melhor que seja sua votação – que alguém tenha mil votos, dois mil votos ou cinco mil votos – é muito longe do que precisa para ser eleito, mas ajuda o partido a ter alguém”.
Sem deputado estadual, o município pode perder seus representantes até na Alesp. “Acho que Franca nunca esteve tão perto de eleger ninguém como acontece (...) tanto estadual, quanto federal”.
“Acho que as melhores chances estão ligeiramente com a Graciela, porque ela já é deputada, tema a base de apoio dela e está mais organizada na região”, finaliza.
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