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Nenhuma empresa se interessa em licitação para obras na praça Dom Pedro II

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Praça Dom Pedro II: Prefeitura planeja adequações no local, mas não encontra empresas para obra
Praça Dom Pedro II: Prefeitura planeja adequações no local, mas não encontra empresas para obra

A falta de empresas interessadas em assumir os processos licitatórios se tornou um problema para a Prefeitura de Franca. Nesta terça-feira, 21, o projeto para adequação de acessibilidade da praça Dom Pedro II foi mais um declarado como "deserto".

A entrega de envelopes dos interessados à Prefeitura estava marcada para o dia 19 de julho, mas nenhum foi entregue. O valor orçado pelo Executivo para realização das obras foi de R$ 388.531,28.

Essa é a segunda tentativa da Prefeitura para conseguir uma empresa para assumir a adequação da praça. A primeira, entre março e abril deste ano, também foi dada como "deserta".

A dificuldade em encontrar empresas interessadas pelas licitações tem se tornado comum em Franca. Somente nos últimos meses, quatro processos não obtiveram sucesso.

Um deles foi o ousado projeto do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) para revitalização da antiga estação da Alta Mogiana. A ideia do prefeito é construir um boulevard, que ligará a estação e a praça Sabino Loureiro, além de construir um mercado popular e um centro cultural.

Sem interessados na primeira tentativa, a Prefeitura reabriu o processo, que tem prazo para entrega dos envelopes marcado para a próxima quarta-feira, 27.

Outros processos que não contaram com interessados foram os de adequação na acessibilidade das praças Sabino Loureiro e Nove de Julho. Ambas também contaram com uma nova tentativa e ainda não tiveram seus resultados divulgados.

No dia 15 de junho, o prefeito disse que o desinteresse pelas licitações por parte das empresas se daria em razão da dificuldade econômica vivida no país. "Eu tenho o dinheiro pra fazer, eu tenho o projeto, tenho a disposição e, de repente, as empresas ficam com receio em função dessa insegurança que o país está vivendo”.

A explicação dada por Alexandre não é a mesma do vereador Marcelo Tidy (União Brasil). Em um tom mais crítico ao Executivo, o parlamentar disse que os preços adotados nos processos não são atrativos as empresas.

"O pessoal (empresas) reclama muito da questão dos valores. As tabelas que estão sendo praticadas não atendem ao mercado. Então, acho que a Secretaria de Planejamento precisa melhorar a construção dos editais", sugeriu Tidy, durante sessão da Câmara Municipal, no dia 14 de junho.

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