Deivid Alex dos Santos de 21 anos, que é acusado de torturar de dois enteados de 4 e 7 anos se apresentou na delegacia de Jardinopólis na manhã desta quinta-feira, 21. Sua mulher, Caroline Menezes de Lima, de 22 anos, mãe das crianças, já havia sido presa pela Polícia Civil, acusado de ser conivente com as agressões. Ela está na Cadeia Pública do Jardim Guanabara, em Franca.
O caso que gerou muita repercussão aconteceu na semana passada e só foi descoberto quando uma tia das crianças, que são filhos de pais diferentes, foi até a casa onde eles estavam e viu os dois meninos com os rostos desfigurados.
No dia seguinte, a tia e o pai da criança mais nova foram até a delegacia e registraram um boletim de ocorrência. Desde então, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Após o caso ser registrado, os irmãos foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal). Um exame constatou as agressões do dia anterior e outras mais antigas, inclusive queimaduras.
Caroline foi ouvida na delegacia e apresentou versões contraditórias, segundo o G1.
“A mãe, depois de quarta-feira, ficou com as crianças, tentou esconder da família e só viu que a situação era grave quando foi ao hospital e não conseguiu esconder", contou o delegado André Baldochi ao G1.
Segundo a polícia, as investigações apontaram que Caroline sabia das agressões e, por isso, foi pedido a prisão preventiva contra ela, que foi cumprida nessa quarta-feira.
“Nós não estamos falando que nessa agressão em si, em que as crianças ficaram bem desfiguradas, ela esteve participando. Mas que ela teve uma omissão que vinha há pelo menos dois meses, nós não temos dúvida, pelo menos pela Polícia Civil”, disse o delegado.
Assim como Deivid, a mãe que inicialmente estava respondendo por omissão, vai responder por tortura.
Antes de ser encaminhado para uma unidade penitenciária, Deivid prestará depoimento na delegacia de Jardinopólis. Caroline está presa na Cadeia Pública do Jardim Guanabara, em Franca.
As duas crianças foram entregues aos pais e estão passando por cuidados.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que já ouviu dez testemunhas. O inquérito deverá ser concluído nos próximos dias.
Desde o dia do crime o padrasto estava foragido, mas nesta quinta-feira decidiu se entregar.
“Trata-se de um jovem primário, que não é dado à criminalidade, não há histórico de crimes de violência. A gente torce para que tudo seja esclarecido dentro do processo”, afirmou o advogado Douglas Marques ao G1.
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