Um erro no sistema do supermercado Amarelinha, na avenida Brasil, em Franca, causou um grande estresse para um empresário automotivo no início da noite desta terça-feira, 19. Ele registrou boletim de ocorrência e pretende entrar com uma ação judicial contra a empresa.
O empresário Diego Henrique da Silva conta que esteve com sua mulher no supermercado para comprar algumas coisas. Ele ficou no carro, e ela entrou na unidade. Ao perceber demora, Diego ligou para sua mulher, que contou que não a estavam deixando sair da loja, já que o caixa não emitiu o comprovante de pagamento, mesmo com valor de R$ 94,65 sendo cobrado da conta bancária.
Com a situação, o rapaz entrou no supermercado e iniciou uma discussão com os funcionários, que insistiram que a mulher só sairia com as compras caso o pagamento fosse feito.
Após bastante discussão, em uma situação que Diego descreve como constrangedora e humilhante, ele resolveu pagar novamente para sair do estabelecimento.
"Nunca fomos tão humilhados. Eu tenho dinheiro. Se não tivesse pago, pagaria novamente. Mas, não foi o que aconteceu. Fui tratado como bandido, com todos olhando e achando que nós éramos ladrões ou não queríamos pagar", relatou Diego.
O grupo Amarelinha, através do seu setor administrativo, reconheceu, na tarde desta quarta-feira, 20, que a situação aconteceu por conta de um erro no sistema, que não foi reconhecido pelos funcionários no momento da compra.
De acordo com o supermercado, o primeiro pagamento, realizado por cartão de débito, não foi identificado pelo sistema, por isso a exigência por um novo pagamento. Em seguida, o cliente pagou por pix e, por isso, a situação não se repetiu.
A rede supermercadista ainda esclareceu que um pix foi realizado ao consumidor, como ressarcimento do pagamento extra.
Apesar do ressarcimento, Diego diz que ainda pretende adotar uma ação judicial contra a empresa. "Eles terem devolvido o dinheiro só prova que eu estava com a razão. Então, vou entrar sim. E se fosse uma pessoa que não tivesse o dinheiro para pagar novamente, eles não deixaria sair?".
Como agir
A reportagem entrou em contato com o Procon Franca para saber como agir nestes casos. Segundo o diretor do órgão, Luiz Murari, situações como essas não são comuns, mas são bem delicadas.
"Observamos que o estabelecimento comercial errou ao constranger o consumidor e ao não explicar para ele. É muito estranho também prender o consumidor. Não existe isso. A relação de boa fé entre o consumidor e a empresa tem que prevalecer".
Ainda de acordo com Murari, em casos como esse, a empresa poderia realizar o pagamento dobrado do ressarcimento. Além disso, o consumidor pode entrar com uma ação judicial em busca de indenização. "Neste caso, aparentemente, o supermercado expôs o consumidor. Então, a recomendação é a busca por uma ação judicial, visando a reparação por danos morais".
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