NATAL DE 22

Após escândalo de 2021, iluminação de Natal será discutida na Câmara nesta terça-feira

Por N. Fradique | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Marcelo Tidy
Instalação de árvore de LED na praça Nossa Senhora da Conceição
Instalação de árvore de LED na praça Nossa Senhora da Conceição

Os vereadores vão discutir na sessão desta terça-feira, 19, na Câmara Municipal, o projeto do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) que propõe a criação do programa Natal de Luz. A proposta é realizar parcerias com a iniciativa privada, que ficará responsável pela decoração natalina na cidade. Em contrapartida, as empresas particulares poderão utilizar os espaços públicos com ações de publicidades e marketing.

A iluminação envolve fornecimento dos materiais necessários para a instalação das decorações (fios elétricos, cordões de LED, mangueiras de LED entre outros itens), mão de obra especializada, equipamentos para instalação, manutenção e a retirada das iluminações ao término das festividades de Natal. O período de decoração será de 1º de novembro a 10 de janeiro do ano seguinte.

A decoração de Natal de 2021 gerou muita polêmica e desgaste, tanto para a Prefeitura, quanto para a Câmara Municipal. A Prefeitura destinou verba pública de R$ 960 mil para a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) realizar o serviço na cidade. A entidade ainda iria investir outros R$ 260 mil. Com isso, a iluminação natalina em Franca, Natal da Esperança, custaria um total de até R$ 1,2 milhão.

Mas a entidade reutilizou material de anos anteriores, a árvore de Natal gigante, que sempre é montada na praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade. O plano de trabalho não contemplava reuso de materiais.

Os valores cobrados com a casinha do Papai Noel e outros itens também chamaram atenção pelo custo elevado.

Por conta disso, a própria Prefeitura abriu sindicância para apurar possíveis irregularidades por parte da entidade. A Câmara Municipal também criou uma comissão para apurar o caso, chegando a apresentar orçamentos que apontavam que a decoração poderia custar bem menos.

O Ministério Público também abriu procedimento para apurar os gastos públicos com a iluminação do Natal do ano passado. Denúncia também foi protocolada no TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).

Posteriormente, após um balanço e prestação de contas, a Acif devolveu R$ 158 mil aos cofres públicos.

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